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Tratamento de câncer se torna menos invasivo através da radiologia

Os efeitos colaterais dos tratamentos oncológicos incluindo hemorragias, infecções e alterações vasculares podem obrigar à suspensão da terapia, reduzindo a chance de sucesso.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de cabeça e pescoço está entre os mais frequentes no Brasil.

Os efeitos colaterais dos tratamentos oncológicos incluindo hemorragias, infecções e alterações vasculares podem obrigar à suspensão da terapia, reduzindo a chance de sucesso.

A radiologia intervencionista surge como alternativa minimamente invasiva para manejar essas complicações e manter o paciente em tratamento.

O que faz a radiologia intervencionista

A radiologia intervencionista integra diagnósticos e terapias guiadas por imagem.

Os procedimentos variam desde biópsias de lesões profundas até intervenções para controlar sangramentos, drenar infecções e implantar acessos venosos para quimioterapia.

Em casos selecionados, são também utilizados procedimentos terapêuticos específicos que substituem ou adiam cirurgias maiores.

Embolização: como é feita e quando é indicada

Em situações de hemorragia grave, o método frequentemente empregado é a embolização. O radiologista intervencionista realiza um pequeno acesso vascular — geralmente na artéria femoral ou radial — e, guiado por imagens em tempo real, conduz microcateteres até o vaso responsável pelo sangramento para promovê-lo oclusão. O procedimento é pouco invasivo, mas exige rapidez e precisão para evitar desfechos críticos.

Riscos e limites

Embora menos invasiva, a técnica não é isenta de riscos. Sangramentos podem decorrer da invasão vascular pelo próprio tumor, de efeitos da radioterapia, de complicações cirúrgicas ou de necrose tumoral. Se não controlados com agilidade, esses eventos podem evoluir para choque hemorrágico, obstrução das vias aéreas, necessidade de internação em UTI e, em casos extremos, óbito.

Especialistas explicam

O radiologista intervencionista e diretor da Sobrice, Dr. Guilherme Martins, ressalta: “A radiologia intervencionista integra o tratamento do câncer e pode atuar em praticamente todas as etapas da jornada do paciente. Além das biópsias guiadas por imagem, conseguimos controlar hemorragias, tratar complicações vasculares, drenar infecções e oferecer alternativas minimamente invasivas que permitem ao paciente manter o tratamento com mais segurança.”

Impacto no curso do tratamento

Ao reduzir a necessidade de cirurgias abertas e ao controlar rapidamente eventos adversos, a radiologia intervencionista contribui para a continuidade dos protocolos oncológicos, fator essencial para melhores desfechos. Ainda assim, a indicação depende de avaliação multidisciplinar e das condições clínicas de cada paciente.

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