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OTAN ameaça Brasil, China e Índia com taxação de 100% por compra de petróleo russo

Secretário-geral Mark Rutte alerta que sanções pesadas serão aplicadas caso países mantenham relações comerciais com Moscou

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, declarou nesta terça-feira (15) que países como Brasil, China e Índia poderão ser alvo de taxações de até 100% caso continuem comprando petróleo e gás natural da Rússia. A afirmação foi feita após reunião com congressistas dos Estados Unidos, em meio à escalada das tensões internacionais causadas pela guerra na Ucrânia.

“Se esse cara de Moscou [Putin] não levar a sério as negociações de paz, vou aplicar sanções secundárias de 100% em vocês”, disse Rutte em tom duro.

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A medida seria uma retaliação indireta ao apoio comercial dado ao regime de Vladimir Putin por países que não aderiram às sanções impostas pelo Ocidente. O foco das novas sanções seria atingir diretamente a cadeia de comércio de energia, considerada uma das principais fontes de financiamento da guerra.

Brasil pode ser afetado diretamente

A declaração preocupa autoridades e analistas brasileiros. O Brasil mantém relações comerciais com a Rússia no setor de combustíveis e fertilizantes, e uma taxação dessa magnitude pode gerar impactos severos na balança comercial, no agronegócio e na inflação de combustíveis.

Além disso, o envolvimento do Brasil na questão pode dificultar ainda mais a posição do país como mediador neutro em conflitos globais — algo defendido nos discursos diplomáticos recentes do Itamaraty.

Sanções secundárias e articulação política

Rutte pediu a cooperação de senadores norte-americanos e da imprensa internacional para pressionar os governos de países que ainda mantêm relações energéticas com Moscou. A OTAN e os EUA discutem um projeto de lei que oficialize a taxação punitiva, caso o cessar-fogo na Ucrânia não avance.

A fala de Rutte revela uma nova etapa da guerra: o combate por pressão econômica e diplomática direta sobre aliados estratégicos da Rússia, mesmo que sejam países não envolvidos diretamente no conflito.

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