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Mato Grosso responde por 70% da produção nacional de etanol de milho

A expectativa é que esse avanço se mantenha nos próximos ciclos.

Mato Grosso consolidou sua posição como líder na produção de etanol de milho, alcançando 5,6 bilhões de litros na safra 2024/2025, o que corresponde a 70% da produção brasileira.

Essa evolução transformou a dinâmica econômica da cadeia do milho no estado e foi o tema central da 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada em Cuiabá, onde empresários e autoridades debateram o papel crescente do setor na matriz energética e no desenvolvimento regional.

O crescimento na produção de etanol de milho em Mato Grosso é acelerado, sustentado por uma infraestrutura industrial em expansão, que conta com 17 usinas de biocombustíveis, sendo 9 dedicadas exclusivamente ao milho.

A expectativa é que esse avanço se mantenha nos próximos ciclos.

Essa mudança estrutural é visível, pois o estado começou a agregar valor ao produto em vez de exportar a matéria-prima, promovendo empregos e aumentando a arrecadação.

Ao abrir o evento, o governador Otaviano Pivetta contextualizou essa transformação que começou em 2017, com a inauguração da primeira usina de etanol de milho. Ele enfatizou que essa industrialização está trazendo resultados positivos para a economia de Mato Grosso. “O estado já é o maior produtor de bioenergia do país e deve esmagar cerca de 20 milhões de toneladas neste ano. Isso demonstra o grande potencial de crescimento que ainda temos. Mato Grosso oferece incentivos fiscais e um ambiente seguro para atrair indústrias, o que amplia as opções para a venda do milho, e gera emprego e renda, contribuindo para o desenvolvimento,” afirmou.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, também destacou o papel do etanol de milho como vetor de transformação econômica. Ela argumentou que a posição de liderança do estado é resultado de um ambiente propício ao crescimento. “O etanol de milho se tornou um motor de desenvolvimento regional, unindo a produção agrícola, a indústria e a energia limpa. Temos produtividade, matéria-prima e um setor comprometido com a inovação,” acrescentou.

As projeções da Conferência indicam uma expansão contínua, com a moagem de milho prevista para atingir 26,8 milhões de toneladas na safra 2026/2027, um crescimento superior a 19% em relação ao ciclo anterior. O presidente do Conselho da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), Eduardo Menezes Mota, afirmou que este é um momento de consolidação e preparação para novos avanços, considerando os desafios do contexto internacional que destacam a importância dos biocombustíveis.

“Esperamos um crescimento consistente na produção e uma maior integração da cadeia. O etanol de milho é um sucesso e deve se tornar ainda mais relevante nos próximos anos, principalmente com a alta do petróleo, que torna o etanol um escudo para a economia brasileira,” observou.

O presidente da Datagro, Plínio Nastari, ressaltou o impacto da industrialização do milho, que pode aumentar seu valor entre 80% e 100% na cadeia produtiva. “Isso transforma a economia local e impulsiona outros setores, como a pecuária. A bioenergia fortalece a produção de alimentos e melhora a eficiência do agro,” disse. Além do biocombustível, o setor gera subprodutos estratégicos, como DDGS para nutrição animal, e contribui para a produção de bioeletricidade, ampliando ainda mais seu papel na economia do Brasil.

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