Crescimento populacional no Brasil desacelera e população envelhece
A taxa de crescimento tem permanecido abaixo de 0,60% desde 2021, evidenciando um envelhecimento populacional.
A população brasileira cresceu 0,39% em 2025, atingindo 212,7 milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (17).
A taxa de crescimento tem permanecido abaixo de 0,60% desde 2021, evidenciando um envelhecimento populacional.

A análise mostra que a proporção de cidadãos abaixo de 40 anos caiu 6,1% desde 2012, enquanto o número de pessoas com 50 anos ou mais aumentou. Em particular, a faixa etária de 60 anos ou mais cresceu de 11,3% para 16,6% da população total.
A pirâmide etária revela um estreitamento da base e um alargamento do topo, com a população abaixo de 39 anos diminuindo significativamente.
As diferenças regionais também são marcantes, com o Norte e o Nordeste apresentando maiores percentuais de jovens, enquanto Sudeste e Sul concentram um número maior de idosos.
Mudanças na autodeclaração de cor ou raça foram observadas, com uma diminuição de brancos de 46,4% para 42,6% entre 2012 e 2025. O aumento de autodeclarados pretos de 7,4% para 10,4% é notável, especialmente na Região Norte, onde o percentual saltou de 8,7% para 12,9%.
A pesquisa também indicou um crescimento no número de indivíduos que vivem sozinhos, com domicílios unipessoais subindo de 12,2% para 19,7% entre 2012 e 2025. Apesar disso, arranjos familiares tradicionais ainda predominam.
A condição de ocupação dos domicílios mostra que os alugados aumentaram para 23,8%, enquanto propriedades quitadas caíram para 60,2%.
Na infraestrutura, o acesso à água por rede geral chegou a 86,1%, mas ainda apresenta desigualdades regionais, com o Norte registrando apenas 60,9% de acesso. No saneamento, 71,4% dos domicílios têm acesso à rede geral, mas o índice cai para 30,6% na Região Norte. O acesso à energia elétrica está próximo da universalização, mas 15,1% dos domicílios rurais no Norte ainda não possuem acesso.
Finalmente, a pesquisa aponta um aumento no acesso a bens duráveis, com 98,4% dos lares possuindo geladeira e 49,1% tendo carro. Esses números refletem um conjunto de transformações demográficas e sociais importantes no Brasil.
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