Portal 93
Com você onde você for.

FMI melhora previsão para a economia brasileira, mas projeta desaceleração em 2027.

Apesar da melhora nas projeções, o organismo avalia que o país deverá registrar um ritmo de expansão mais moderado no próximo ano. Os novos números foram divulgados nesta quarta-feira (8), no relatório Perspectiva Econômica Global.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima as estimativas de crescimento da economia brasileira para 2026 e 2027.

Apesar da melhora nas projeções, o organismo avalia que o país deverá registrar um ritmo de expansão mais moderado no próximo ano. Os novos números foram divulgados nesta quarta-feira (8), no relatório Perspectiva Econômica Global.

A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026 passou de 1,9% para 2,4%. Já para 2027, a previsão foi ajustada de 2% para 2,2%. Mesmo com a revisão positiva, o desempenho esperado para o próximo ano permanece inferior ao previsto para 2026, sinalizando uma desaceleração da atividade econômica.

Com a atualização, o FMI apresenta projeções mais otimistas do que as divulgadas pelo Ministério da Fazenda, pelo Banco Central e pelo mercado financeiro. Atualmente, a Fazenda estima crescimento de 2,3% em 2026, enquanto o Banco Central projeta 2%. O boletim Focus aponta expansão de 1,99% em 2026 e de 1,69% em 2027.

O relatório também trouxe revisão para a América Latina e o Caribe. A região deve crescer 2,4% em 2026 e acelerar para 2,7% em 2027. Para o conjunto das economias emergentes e em desenvolvimento, do qual o Brasil faz parte, a expectativa é de avanço de 3,8% em 2026 e 4,5% em 2027.

Segundo o FMI, o desempenho econômico varia entre os países devido a fatores como a dependência de commodities, a participação nas cadeias globais de tecnologia, as condições financeiras e o grau de exposição ao turismo e ao comércio internacional.

Entre as principais economias do mundo, o Fundo manteve a previsão de crescimento dos Estados Unidos em 2,3% para 2026 e elevou a estimativa de 2027 para 2,2%. Na zona do euro, a projeção para 2026 foi reduzida de 1,1% para 0,9%, enquanto a expectativa para 2027 permaneceu em 1,2%.

A China também teve suas perspectivas revisadas para cima, com crescimento estimado de 4,6% em 2026 e de 4,1% em 2027. Já a Índia registrou uma pequena redução na projeção deste ano, para 6,4%, mas teve a expectativa elevada para 6,7% em 2027.

No cenário global, o FMI reduziu a previsão de crescimento da economia mundial em 2026, passando de 3,1% para 3%. Para 2027, a estimativa é de expansão de 3,4%, índice ainda inferior ao registrado em 2024 e 2025.

O organismo destaca que a economia internacional segue demonstrando resistência mesmo diante dos conflitos no Oriente Médio. No entanto, alerta para os riscos associados à continuidade da guerra, às tensões no comércio internacional e às incertezas relacionadas ao avanço da inteligência artificial.

O relatório ainda aponta que o conflito envolvendo Irã e Estados Unidos deverá pressionar a inflação global. A expectativa para 2026 foi elevada em 0,3 ponto percentual, chegando a 4,7%, enquanto para 2027 a previsão é de desaceleração para 3,9%.

Outro ponto destacado é o mercado de energia. Segundo o FMI, os preços permanecem aproximadamente 25% acima dos níveis observados antes do início da guerra. Já o comércio mundial deverá desacelerar, passando de um crescimento de 5% em 2025 para 3,5% em 2026, antes de voltar a acelerar para 4,3% no ano seguinte.

Comentários estão fechados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Leia Mais

Politica de Privacidade & Cookies