Delegado é exonerado após denúncia de estupro em Sorriso
A nota não especificou os motivos da medida nem a nova lotação do policial.
O delegado Bruno França foi exonerado do comando da delegacia de Polícia Civil em Sorriso, após um caso de estupro envolvendo uma detenta e o vazamento de conversas que questionam a atuação da corporação.
A exoneração foi determinada pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, com publicação no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (12), embora tenha validade a partir de 3 de março.
A nota não especificou os motivos da medida nem a nova lotação do policial.
O caso que originou a exoneração foi revelado em 1º de fevereiro, quando o policial civil Manoel Batista da Silva foi preso sob a acusação de estuprar uma detenta na carceragem da unidade. Segundo relatos, o abuso ocorreu entre a noite de 9 de dezembro de 2025 e o dia 10, tendo a vítima sido molestada quatro vezes, sendo que em uma delas o acusado não usou preservativo. Exames periciais confirmaram os abusos e detectaram material genético do servidor no corpo da mulher.
Antes do desenrolar das investigações, mensagens vazadas nas redes sociais mostraram diálogos entre policiais em que se referiam de forma depreciativa a uma detenta, além de discussões sobre matar, agredir suspeitos e forjar prisões. O delegado Bruno França, em nota à época, considerou as mensagens errôneas ou fora de contexto, alegando que eram de um celular da unidade furtado em outubro de 2025. Ele afirmou que a divulgação tinha a intenção de desacreditar o trabalho da Polícia Judiciária Civil.
O policial acusado do estupro agora enfrenta processos, incluindo agravantes de abuso de autoridade e abuso de poder, devido ao fato de a vítima estar sob custódia de uma autoridade.
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