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MT: Das vacinas recebidas, 40% não foram aplicadas no público

Mato Grosso aplicou apenas 60% do total de vacinas recebidas do Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a covid-19. Acesse e saiba mais...

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Mato Grosso aplicou apenas 60% do total de vacinas recebidas do Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a covid-19. Até esta terça-feira (30), foram recebidas 447.960 mil doses, divididas em 10 remessas desde o mês de janeiro. Do montante, apenas 226.274 foram para o braço do público.

Dados do Ministério da Saúde (MS) divergem do divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). O governo Federal aponta em seu sistema que das 447.960 doses das vacinas entregues a Mato Grosso, apenas 376.466 foram destinados aos municípios.
O valor corresponde a 84% dos imunizantes.

Já a SES declara que 445.995, correspondente a 99,5% do total de doses das vacinas, foram para os Escritórios Regionais de Saúde. Logo, a demora para aplicação não seria causada pela logística estadual.

De acordo com a assessoria da pasta, assim que chega no centro de armazenagem do Estado, as vacinas passam por conferência e segue para os polos regionais, de onde os municípios buscam o imunizante a ser aplicado na população.

A SES informou os dados de vacinas distribuídas aos municípios é referente aquelas que a cidade deu baixa como recebida, mas esse número pode ser maior e ainda não houve atualização, que é feito manualmente direto na plataforma do Ministério da Saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, das vacinas entregues a Mato Grosso, 435 mil foram da Coronavac e 53 mil AstraZeneca. Cuiabá recebeu 84.692 e aplicou 57.393 doses. Várzea Grande recebeu 29.056 e aplicou 10.493. As duas cidades são as maiores do Estado e as que mais receberam doses.

A discrepância entre o recebido e o aplicado é grande. Ambas têm apenas um ponto de vacinação. Em Várzea Grande era concentrada na Univag, contudo o prefeito Kalil Baracat (MDB) abriu mais um posto no ginásio Fiotão.

Em Cuiabá, há apenas um local de vacinação, no Centro de Eventos Pantanal, palco de aglomerações e denúncias de desorganização quanto ao agendamento dos idosos aptos a receber as vacinas. A assessoria foi procurada e não informou se haverá abertura de novos pontos.

A cidade com melhor desempenho em vacinação é Juína, que recebeu 4.296 doses e aplicou 4.288.

Por conta da demora na aplicação das vacinas recebidas, o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (COSEMS/MT) emitiu nota orientativa aos municípios quanto ao registro da imunização. No documento, o Conselho atribui a dificuldade de atualização no sistema a grande diferença de vacina recebida e aplicada.

“Todas essas ações garantem a alimentação do sistema de informação de modo a monitorar o avanço da vacinação em cada etapa e nos grupos prioritários, conforme orientado pelo Ministério da Saúde, permitindo avaliar o alcance da população alvo da vacinação e, monitoramento da cobertura vacinal e, quando necessária, a adoção de medidas de correção, revisão de ação específica, inclusive de comunicação e/ou mobilização”, diz trecho da nota.

O secretário de Saúde de Guarantã do Norte e presidente do Conselho, Marco Antônio Norberto, informou ao que não há dificuldade na aplicação das vacinas nos municípios. O que ocorre é que muitas cidades enfrentam problemas para atualização dos vacinados no sistema do Ministério da Saúde. Além de lentidão na internet local, cidades do Brasil todo usam o mesmo portal do governo Federal para registrar a vacinação, o que o sobrecarrega e causa demora no registro dos dados.

“Estamos trabalhando incansavelmente. Houve campanha no fim de semana para vacinação, mas há locais que são distantes e também são pessoas que alimentam esse sistema. Há certa dificuldade na atualização, mas posso garantir que não há demora na vacinação”, explicou.

Ele também pontua que em meio as vacinas distribuídas há que se preservar as que serão usadas na segunda dose. Somente os dois últimos lotes foram liberados para utilização total para a primeira dose. Somado a isso, ele alegou que há demora, sim, na remessa das doses das vacinas recebidas pelo Estado até a chegada ao destino final.

“Foi recebido uma remessa na quarta-feira passada e só hoje eu consegui receber. Tem todo o processo de conferência de todos os lotes e encaminhamento para os municípios. Esse lote chegou ontem à noite no polo de Tangará da Serra e pude buscar hoje”, declarou.

Em um vídeo publicado em rede sócia, o deputado Lúdio Cabral, que é médico, criticou a demora entre o recebimento das vacinas e sua aplicação. Segundo ele, o processo leva até 7 dias e que deveria ocorrer em no máximo dois. Para ele, é necessário que as vacinas estejam disponíveis em postos de saúde e que o brasileiro possa ser imunizado mediante apresentação do cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). O parlamentar afirma que é uma grande dificuldade para o idoso fazer o agendamento e ter que utilizar o transporte coletivo para chegar até o Centro de Eventos, por exemplo, se submetendo a aglomerações.

Confira nota do COSEMSMT:

Considerando o Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a Covid-19 (4ª edição 15/02/21) e o Plano Estadual de Operacionalização da vacinação contra a Covid-19 (1ª edição, janeiro/2121);
Considerando o Segundo Informe Técnico do Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a Covid-19 que apresenta as diretrizes para os registros das doses aplicadas que deverão ser realizados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (Novo SI-PNI – online) OU em um sistema próprio que interopere com ele, por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) OU no caso das salas de vacina sem conectividade com a internet que funcionam no âmbito da APS, por meio da Coleta de Dados Simplificada – modalidade CDS, que submeterão seus registros para o servidor assim que a conexão com a internet estiver disponível, no prazo máximo de 48 horas.
Considerando as informações disponíveis no site: localizasus.saude.gov.br onde consta que até o dia 28/03/21 o estado de Mato Grosso já recebeu 447.960 doses, distribuiu/aplicou 220.141 doses, dessas 158.240 como primeiras doses e 61.901 como segundas doses;
Considerando a recomendação de um intervalo máximo para a realização do esquema proposto de duas doses da vacina Covid-19, que pode variar de acordo com o laboratório produtor, e mesmo que algumas doses ainda estão dentro do prazo estabelecido, verificou-se uma subestimada digitação das doses (principalmente para as primeiras doses) no site localizasus configurando como baixa adesão dos grupos prioritários e/ou distribuição das doses;
Sabendo do comprometimento dos senhores em relação à realização da vacinação contra a Covid-19 nos últimos dias, inclusive nos finais de semana, e atentos não só ao recebimento como a distribuição desse imunobiológico vimos solicitar aos senhores que junto as suas respectivas áreas técnicas intensifiquem também a digitação das doses no site SIPNI.
Algumas orientações para a intensificação dos registros das doses administradas:
Que para o registro das doses aplicadas utilizem preferencialmente o Sistema SIPNI Módulo Campanha online;
Que sempre que possível o registro das doses aplicadas seja imediatamente após a vacinação;
Que todos os registros das doses aplicadas nas atividades de vacinação extramuros como, por exemplo: áreas remotas, drive-thru, vacinação casa a casa e em pontos estratégicos sem conexão com internet sejam realizados no prazo máximo de 48 horas após a ação.
Todas essas ações garantem a alimentação do sistema de informação de modo a monitorar o avanço da vacinação em cada etapa e nos grupos prioritários, conforme orientado pelo Ministério da Saúde, permitindo avaliar o alcance da população alvo da vacinação e, monitoramento da cobertura vacinal e, quando necessária, a adoção de medidas de correção, revisão de ação específica, inclusive de comunicação e/ou mobilização.

(Com Gazeta Digital)

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