Brasil se destaca na nova era da sustentabilidade global
Tradicionalmente, o debate sobre sustentabilidade focava no equilíbrio entre economia, meio ambiente e responsabilidade social, ilustrado pelo ‘tripé’ da sustentabilidade. Contudo, fenômenos recentes sugerem a emergência de um novo paradigma, que o economista Marcos Troyjo denomina ‘ESG 2.0’.
A sustentabilidade passou por uma transformação significativa, evidenciada pela mudança nas prioridades globais.
Tradicionalmente, o debate sobre sustentabilidade focava no equilíbrio entre economia, meio ambiente e responsabilidade social, ilustrado pelo ‘tripé’ da sustentabilidade. Contudo, fenômenos recentes sugerem a emergência de um novo paradigma, que o economista Marcos Troyjo denomina ‘ESG 2.0’.
Neste novo contexto, as guerras, disputas comerciais, inflação global e insegurança energética alteram as prioridades. O ‘E’ do ESG se expande para englobar Economia e Energia, enquanto o meio ambiente continua a ser relevante, a prioridade se desloca para garantir energia acessível e confiável para o crescimento econômico.
Ao contrário de países desenvolvidos que estão reavivando o uso de combustíveis fósseis, o Brasil avança na produção de etanol, biodiesel e biometano, além de investir no Combustível Sustentável de Aviação (SAF). O ‘S’ de Segurança agora abrange segurança alimentar e energética, demonstrando que a estabilidade social depende da produção agrícola e cadeias produtivas resilientes.
O ‘G’ se transforma em Geopolítica, refletindo o novo ambiente de tensões comerciais e rearranjos de poder. Nesse sentido, o Brasil se destaca como uma nação estratégica, possuindo uma combinação única de capacidade produtiva, recursos hídricos e matriz energética renovável.
O agro brasileiro deveria ser visto com uma nova perspectiva, não com preconceitos do passado. O país estabeleceu uma agricultura tropical sofisticada, fruto de ciência, tecnologia e inovação. Tecnologias como o Sistema Plantio Direto e a Fixação Biológica de Nitrogênio posicionam o Brasil como líder em práticas sustentáveis.
- Enquanto muitos países enfrentam limitações para expandir sua produção, o Brasil possui um grande potencial de crescimento sustentável, baseado em planejamento territorial e inteligência estratégica.
- Com o avanço da tecnologia, a agricultura agora é guiada por dados e conectividade, permitindo decisões mais informadas.
O futuro da agricultura no Brasil poderá ser ampliado por três eixos:
- a expansão sustentável das áreas produtivas,
- o aumento da produtividade aproveitando melhor as terras já cultivadas,
- a intensificação sustentável com práticas agronômicas inovadoras.
O desafio é não apenas produzir mais, mas produzir de forma competitiva, com foco em rastreadibilidade e eficiência.
A sustentabilidade já se tornou uma exigência de mercado e o produtor rural brasileiro deve ser visto não apenas como um fornecedor de commodities, mas também como prestador de serviços ambientais. No entanto, vemos desafios significativos, como infraestrutura e segurança jurídica, que ainda precisam ser resolvidos.
Além disso, a comunicação das virtudes do Brasil ainda carece de melhorias. O país é alvo de críticas, muitas vezes injustas, que distorcem a realidade. Transformar dados científicos em confiança global se torna uma missão crucial.
A rápida evolução da agricultura tropical brasileira em um líder global demonstra uma impressionante capacidade de adaptação e resiliência. Se o Brasil superar os entraves históricos, poderá alcançar novos patamares de competitividade global. O futuro da agricultura é digital, automatizado e se orienta por práticas que descarbonizam e promovem a bioeconomia.
O Brasil, ao passar rapidamente da enxada ao drone em uma geração, não se torna apenas uma potência agrícola, mas também uma referência em sustentabilidade no século XXI.
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