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Saiba o que dizem agentes da Polícia Civil sobre Reforma da Previdência que prejudica categoria

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Os investigadores e escrivães da Polícia Civil de Mato Grosso paralisaram as atividades na tarde desta terça (25), em adesão ao movimento nacional que protesta contra a reforma da Previdência.

O presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia (Sindespojuc), Davi Nogueira, afirma que a adesão foi feita pois os profissionais entendem que a reforma pode resultar na perda de direitos já conquistados caso o texto seja aprovado sem emendas. “O salário do policial civil em poucos anos estará achatado. Nós já temos o problema da RGA que não estamos recebendo e uma perda salarial de 10% nos dois últimos anos. Pra gente não é aceitável continuar tendo essas perdas enormes que agora estão vindo do Governo Federal”.

Um outro fator mencionado pelos agentes de segurança, é que o tempo para que a aposentadoria seja efetivada vai aumentar, é o que explica o investigador da Polícia Civil de Sinop, Wilson Cândido de Souza. “Agora foi instituída uma idade mínima de 55 anos para aposentadoria que não existia nas policias. Possivelmente há colegas que já estão com o tempo fechado para aposentar e agora terão que trabalhar mais 5, 6, ou 7 anos. Não teremos concurso, teremos uma polícia cada vez mais velha. Queremos apenas igualdade entre os órgãos de segurança pública”.

Pela proposta do governo federal, o cálculo do benefício leva em conta apenas o tempo de contribuição. O trabalhador terá direito a 100% do benefício com 40 anos de contribuição. Com 20 anos de contribuição (o mínimo para os trabalhadores privados do regime geral), o benefício será de 60%, subindo 2 pontos percentuais para cada ano a mais de contribuição.

Quem se aposentar pelas regras de transição terá o teto de 100%. Quem se aposentar já pela regra permanente não terá esse teto, podendo receber mais de 100%, se contribuir por mais de 40 anos. O valor do benefício, no entanto, não poderá ser superior ao teto (atualmente em R$ 5.839,45), nem inferior a um salário mínimo.

Já os policiais e bombeiros militares terão as mesmas regras das Forças Armadas – que não estão contempladas na proposta de reforma do governo federal. O governo apresentou no dia 30 de março a proposta de reforma da previdência dos militares, que é chamada de reestruturação do Sistema de Proteção Social das Forças Armadas.

O próximo passo que será dado pela categoria da área da Segurança Pública contra a PEC da reforma, é uma manifestação que está marcada para 02 de julho, em Brasília.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

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