Uma mãe compareceu à delegacia para denunciar um caso grave envolvendo sua filha, aluna da rede municipal de ensino de Sinop.
A mulher relatou que começou a notar comportamentos atípicos na criança em casa, especialmente idas muito frequentes ao banheiro.
Desconfiada do padrão, a mãe decidiu averiguar e acessou o aparelho celular do marido, o qual havia emprestado para a menina usar.
Ao vistoriar o dispositivo, encontrou imagens das partes íntimas da filha. Assustada, questionou a menina sobre a origem e o motivo das fotografias, mas a criança permaneceu em silêncio. Foi somente após a intervenção da irmã que a garota revelou que a professora orientava os alunos a tirarem fotos do próprio corpo, embora não tivesse mencionado o envio do material para terceiros.
Relato de negligência na unidade escolar
Buscando esclarecimentos, a mãe foi até a escola. No entanto, segundo o boletim, ela relatou ter sido recebida com desrespeito e hostilidade por parte da equipe docente e da coordenação. Em vez de prestar suporte à família diante da gravidade da situação, as profissionais teriam tentado se proteger e responsabilizar a própria criança pelos acontecimentos.
Posteriormente, ao ser questionada novamente pela mãe se a educadora já havia tentado qualquer contato físico inadequado, a criança afirmou que a professora tentou tocá-la, mas que ela reagiu e não permitiu.
Diante dos fatos e do posicionamento da equipe escolar, a mãe acionou as autoridades policiais para que o caso seja rigorosamente investigado. A denúncia busca apurar não apenas a conduta da professora citada, mas também verificar se outros alunos foram vítimas e se houve omissão ou conivência por parte de demais funcionários.
Nota: O espaço segue aberto para o posicionamento e manifestação das partes citadas e dos órgãos competentes.