Portal 93
Com você onde você for.

Desemprego no Brasil atinge 6,1%

Esse aumento representa um salto em relação aos 5,1% registrados nos três últimos meses de 2025.

No primeiro trimestre de 2026, o índice de desemprego no Brasil subiu para 6,1%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse aumento representa um salto em relação aos 5,1% registrados nos três últimos meses de 2025.

Camara 22814/2026

Apesar da elevação, o percentual é o menor para o período de janeiro a março desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que começou em 2012. A pesquisa revelou que a renda média dos trabalhadores também cresceu, alcançando R$ 3,7 mil mensais.

As projeções do mercado financeiro, de acordo com a agência Bloomberg, já indicavam uma taxa de desemprego nessa faixa para o início de 2026.

A Pnad considera indivíduos a partir de 14 anos, englobando tanto trabalhadores formais quanto informais.

Historicamente, o primeiro trimestre apresenta alta nos índices de desemprego, resultado do fim de contratos temporários e da volta à busca por emprego.

Entre janeiro e março, o total de desempregados foi estimado em 6,6 milhões, um aumento de 19,6%, correspondente a mais 1,1 milhão de pessoas em relação ao final de 2025. Em contraste, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, houve uma redução de 13%, com quase 1 milhão de desempregados a menos.

O número de pessoas ocupadas totalizou 102 milhões no primeiro trimestre de 2026, refletindo uma queda de 1% em relação ao trimestre anterior, mas um aumento de 1,5% em comparação com os três primeiros meses de 2025, resultando em 1,5 milhão de vagas a mais. Segundo a Pnad, setores como comércio, administração pública e serviços domésticos observaram as maiores perdas de emprego, com o comércio perdendo 287 mil postos de trabalho, seguido pela administração pública, que registrou 439 mil vagas a menos, e serviços domésticos, com uma redução de 148 mil empregos.

Além disso, a construção civil apresentou uma diminuição de 134 mil ocupações, e a indústria contabilizou 122 mil vagas a menos. A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, esclarece que esses setores costumam registrar baixa no início do ano.

No que diz respeito à renda, a média mensal de R$ 3,7 mil representa um incremento de 1,6% em relação ao trimestre anterior e crescimento de 5,5% sobre o mesmo período de 2025. Este valor é o maior já documentado na pesquisa, refletindo a soma dos rendimentos de trabalhadores em todo o país.

Embora o mercado de trabalho brasileiro esteja em um processo de recuperação, a alta dos juros continua a dificultar a geração de novas vagas. Analistas atribuem o número relativamente baixo de desemprego a fatores como crescimento econômico e políticas de incentivo do governo federal. O envelhecimento populacional e o aumento de oportunidades no setor de tecnologia também desempenham papéis significativos. Estudo do FGV Ibre estimou que o trabalho por meio de aplicativos ajudou a reduzir o desemprego em 1 ponto percentual no último ano.

O IBGE, no entanto, alerta para a diferença entre as taxas trimestrais que compartilham meses, como os dados até fevereiro e até março, e recomenda análise cautelosa ao comparar os números diretamente. Na metodologia oficial, considera-se desempregado quem tem 14 anos ou mais e está ativamente procurando trabalho, não bastando estar apenas sem emprego.

A Pnad Contínua é a ferramenta principal para monitorar o mercado de trabalho no Brasil, com cerca de 211 mil domicílios visitados a cada trimestre por aproximadamente 2 mil entrevistadores do IBGE.

Comentários estão fechados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Leia Mais

Politica de Privacidade & Cookies