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Aprovação de projeto classifica crimes sexuais contra vulneráveis como hediondos

Entre os atos considerados hediondos, estão crimes tipificados no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que classifica diversos crimes de natureza sexual como hediondos, impedindo a concessão de fiança.

A proposta, que será enviada ao Senado, foi elaborada pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e aprovada sob o substitutivo da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), apresentado pela deputada Bia Kicis (PL-DF).

Camara 22814/2026

A legislação, ao classificar esses crimes como hediondos, estabelece que condenados não têm acesso a anistia, graça, indulto ou fiança, e devem cumprir prazos maiores de pena em regime fechado antes de progredirem para o regime semiaberto.

Entre os atos considerados hediondos, estão crimes tipificados no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

No âmbito do Código Penal, serão considerados hediondos crimes como a corrupção de menores, a satisfação de lascívia na presença de crianças ou adolescentes e a divulgação não autorizada de cenas de estupro ou pornografia. Já no ECA, destacam-se crimes como a promoção ou o envio de crianças ou adolescentes sem formalidades legais.

Outros crimes igualmente classificados como hediondos no ECA envolvem a produção e a difusão de materiais pornográficos com a participação de crianças, exploração sexual e aliciação para atos libidinosos. Adicionalmente, o projeto proíbe a concessão de fiança a presos provisórios acusados de crimes relacionados à pedofilia, incluindo diversas modalidades de estupro de vulneráveis e favorecimento da prostituição.

Por fim, apesar de a proposta permitir algumas exceções para crimes de menor pena, a evolução da legislação foi elogiada durante o debate em Plenário. O deputado Helder Salomão (PT-ES) enfatizou a importância de punir esses crimes de forma mais rigorosa, enquanto o deputado Delegado da Cunha (PP-SP) ressaltou que a aprovação do projeto vai além do combate à pedofilia, abrangendo uma gama mais ampla de delitos que afetam crianças e adolescentes.

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