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CDL de Sinop se opõe à proposta que elimina jornada 6 x 1

Dos trabalhadores, cerca de 14,8 milhões ainda mantêm jornadas iguais ou superiores a 44 horas semanais, enquanto 29,7 milhões já estão em regime de 40 horas.

Edmundo da Costa Marques Neto, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Sinop, manifestou sua firme oposição à proposta que discute a extinção da escala de trabalho 6 x 1 no Brasil.

A declaração ocorreu durante o debate nacional sobre a proposta de emenda à constituição (PEC 8/2025), onde o dirigente ressaltou ser “totalmente contra” qualquer alteração que diminua a jornada semanal.

Camara 22814/2026

“Essa escala 6×1 só vem para atrasar a vida do empresário. Acredito que ainda no século 21 tentam sempre prejudicar quem trabalha e produz. Essas leis são deturpadas no período eleitoral. É bacana para quem trabalha, mas quem paga salários, quem empreende, quem contrata, sente a pressão. Com um dia a menos de trabalho na semana, você terá que repor essa vaga,”

afirmou Marques.

Ele ressaltou que a escassez de profissionais qualificados pode forçar os empresários a contratarem mais pessoas somente para manter as operações. Dados recentes do Ministério do Trabalho e Emprego, apresentados na Câmara dos Deputados em 10 de outubro, revelam que a jornada de 6 dias com 1 de folga não é mais a norma no Brasil. Segundo o estudo, que analisou 50,3 milhões de vínculos no sistema eSocial, apenas 33,2% dos trabalhadores seguem essa escala, enquanto 66,8% atuam sob uma jornada de 40 horas distribuídas em cinco dias.

Dos trabalhadores, cerca de 14,8 milhões ainda mantêm jornadas iguais ou superiores a 44 horas semanais, enquanto 29,7 milhões já estão em regime de 40 horas.

Com esses dados, o Ministério do Trabalho argumenta que a economia brasileira pode absorver a redução da jornada sem gerar desequilíbrios macroeconômicos. Além disso, a mudança pode proporcionar um impacto adicional de 4,7% na massa de rendimentos do país, um argumento utilizado por defensores da proposta para corroborar que a alteração pode aprimorar as condições de trabalho sem afetar o desempenho econômico.

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