Portal 93
Com você onde você for.

UFMT reduz tarifas e se destaca por refeições mais acessíveis

A medida abrange todos os campus do Estado e destaca-se em um contexto nacional de variação de preços.

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) anunciou uma redução significativa nas tarifas do Restaurante Universitário (RU), estabelecendo novos valores de R$ 1,50 para almoço e jantar e R$ 0,50 para o café da manhã, a partir de 1º de abril.

A medida abrange todos os campus do Estado e destaca-se em um contexto nacional de variação de preços.

Camara 22814/2026

Um levantamento do portal Poder 360 de 2025 revela que o preço médio do almoço nas universidades federais brasileiras é de aproximadamente R$ 3,75, com valores que variam de R$ 0,80 a mais de R$ 15,00, dependendo da instituição. Com a nova tarifa, a UFMT permanece abaixo da média nacional.

Atualmente, a Universidade Federal Fluminense (UFF) possui a refeição principal mais barata, custando R$ 0,70. Contudo, a UFMT lidera nas tarifas de café da manhã, com o valor de R$ 0,50. Essa diferença de preços entre as instituições destaca diferentes realidades de gestão e orçamento, onde algumas priorizam subsídios enquanto outras enfrentam altos custos. A UFMS, por exemplo, cobra R$ 15,00 por refeição, considerando tanto alunos quanto visitantes, e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) apresenta o maior preço do país, ultrapassando a UFMS em um centavo.

Kauã Almeida dos Anjos, 22 anos, estudante de Geografia e representante discente no Conselho Universitário, observa que essa conquista é resultado de uma mobilização histórica. “Essa luta não é de agora. A UFMT torna-se um exemplo, pois falar de alimentação é falar de permanência estudantil. É um padrão que outras universidades deveriam seguir para garantir que os estudantes concluam seus cursos”, afirma.

A redução tarifária foi recebida positivamente por muitos estudantes que utilizam o RU diariamente, representando um alívio financeiro importante em seus orçamentos. Lídia Raquel Araujo Pereira, 23 anos, pós-graduanda em Estudos de Cultura Contemporânea, relata que suas despesas com alimentação durante a graduação eram quase R$ 1.000,00, e menciona que agora, na pós-graduação, gasta metade desse valor. Da mesma forma, João Pedro Kiedzerski Silva, 20 anos, estudante de Engenharia Elétrica, estima uma economia de pelo menos R$ 40,00 mensais devido à nova tarifa.

Entretanto, a implementação da medida trouxe à tona questões estruturais, com um aumento na demanda que resultou em superlotação, especialmente nos horários de pico. Emanuel Dominic de Paula Oliveira, 21 anos, conselheiro do Consepe (Cuiabá), frisa que a solução para a superlotação requer investimentos em infraestrutura. “Para resolver a superlotação, é necessária uma ampliação do espaço, o que dependeria de emendas parlamentares, dado o orçamento limitado da instituição”, explica. Ele menciona ainda a necessidade de um planejamento que não comprometa o serviço e ressalta outras demandas, como o auxílio-transporte para estudantes da região metropolitana, ainda não debatidas.

Apesar dos desafios logísticos, a política de preços da UFMT representa um avanço significativo na assistência estudantil. Ao reduzir o custo de vida acadêmica, a instituição promove um modelo de ensino superior mais inclusivo, visando diminuir a evasão e apoiar os estudantes em sua trajetória formativa.

Comentários estão fechados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Leia Mais

Politica de Privacidade & Cookies