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Você sabe o que é proteção passiva contra incêndios?

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Se tempo é dinheiro, como diz o ditado popular, em casos de incêndios tempo também é proteção. Mais do que agilidade para conter o fogo, é importante que medidas sejam tomadas para retardar a propagação das chamas, a fim de possibilitar a evacuação de pessoas e proteger patrimônio – e é para isso que serve a proteção passiva (PP). 

Investir nesse tipo de proteção é uma forma de agir antes de um possível problema acontecer. Em outro ditado popular: prevenir é melhor do que remediar. A PP pode ser determinante para o sucesso posterior de uma proteção ativa, que é feita quando o fogo já se iniciou,  com sinalizações, iluminação e controle de movimento de fumaça.  

Entre as ações de proteção passiva, três são de extrema importância: vedação dos shafts, uso de tinta intumescente e aplicação de antichamas. 

Vedação dos shafts

Shafts são dutos, eixos e hastes. A vedação das aberturas nessas estruturas, por onde passam tubulações e cabos elétricos, por exemplo, é importante para que o fogo não se espalhe rapidamente. O material utilizado é, portanto, um corta fogo.

Tinta intumescente

Esse tipo de tinta é feito com componentes que reagem ao calor. Quando exposta à temperatura elevada, por volta de 200ºC, a tinta intumescente é capaz de produzir reações químicas que fazem com que ela aumente de espessura, formando uma espécie de isolante térmico. 

Antichamas

Os antichamas são produtos aplicados em estruturas metálicas, carpetes, tecidos, madeiras, fibras naturais, entre outros, e também servem para evitar a propagação do fogo. 

A importância da prevenção

Acidentes domésticos sempre existiram. Durante a quarentena, porém, com a pandemia do novo coronavírus, a quantidade de incêndios dentro de casa aumentou, segundo dados divulgados pela BBC sobre o estado de São Paulo. Em março de 2019, antes da pandemia, 2.560 ocorrências foram registradas. Esse número aumentou em quase 60% no mesmo período de 2020, quando o isolamento social foi recomendado: 4.089.

Por isso, além de contratar medidas de proteção, é preciso estar atento ao uso correto dos equipamentos e a manutenção deles.

Também é preciso ter cuidado com produtos de limpeza e materiais inflamáveis, como o álcool 70ºC, que passou a ser muito utilizado na proteção contra a covid-19. Botijões de gás e fiações elétricas também requerem uma atenção especial. Separamos outras dicas importantes para diminuir os riscos.

Cuidado ao acender velas

Velas parecem, a princípio, inofensivas, mas podem causar grandes estragos. Nunca as deixe acesas ao sair do imóvel. Evite usá-las perto de cortinas, por exemplo, ou outro material que possa pegar fogo. Pratos ou pires não protegem contra uma possível queda;  opte, portanto, por deixá-las em recipientes mais profundos. 

Atenção com sobrecarga

Não é recomendável ligar vários aparelhos elétricos ao mesmo tempo, e nem deixá-los ligados com o imóvel vazio. Usar muitos adaptadores em uma mesma tomada, os famosos benjamins, também pode ser perigoso.

Incensos, fósforos e bitucas de cigarro

Esses materiais, se descartados de forma incorreta, podem ocasionar incêndios. Sempre os apague com água antes de jogá-los no lixo.

Manter distância

Alguns pequenos detalhes e cuidados podem ser decisivos para evitar um foco de fogo. Não deixe aparelhos eletrônicos carregando próximo de cortinas, por exemplo. Não é uma boa ideia, aliás, deixar cortinas perto de tomadas. Do mesmo modo, não guarde líquidos inflamáveis perto de fontes de calor.

Diligência na hora de cozinhar

Usar fogão é uma tarefa rotineira para muitas pessoas, mas exige atenção.

Nunca deixe as bocas ligadas quando você não estiver próximo a ele.

O perigo da negligência

Causar incêndios pode ser considerado, em caso de negligência, um crime culposo. Um dos exemplos mais famosos e recentes é o do caso Ninho do Urubu. Em fevereiro de 2019, dez garotos da base do Flamengo morreram depois que, segundo indicam técnicos, um fogo surgiu de instalações elétricas. Em setembro de 2020, o UOL Esporte teve acesso a e-mails que revelaram que o clube tinha conhecimento da precariedade dessas instalações. Em janeiro de 2021, quase dois anos após o ocorrido, o Ministério Público denunciou 11 pessoas, pedindo a condenação dos envolvidos. Em um dos incêndios mais famosos já registrados no Brasil, no Edifício Joelma, em São Paulo, ocasionado após um curto-circuito no sistema do ar-condicionado, o gerente da empresa, o engenheiro e três eletricistas foram condenados de dois a três anos de prisão.

Com as informações que temos hoje em dia e as possibilidades de proteção, incêndios causados por negligência tornam-se cada vez mais inaceitáveis. É importante sempre aprender com as tragédias que já ocorreram para não repeti-las. O fogo no Edifício Joelma, por exemplo, ensinou muito às autoridades e fez com que várias normas e exigências fossem revistas. “Hoje um incêndio como aquele não ocorreria. Os prédios têm portas corta fogo, alarmes de incêndio, corrimão, luzes de emergência, portas antipânico, extintores, hidrantes, rotas de fuga e planos de evacuação”, disse, em entrevista ao Estadão, em 2018, o coronel Nilton D’Addio, do Núcleo de Pesquisa da Memória do Corpo de Bombeiros.

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