Pré-candidatos ao governo ‘patinam’ na escolha do vice
Com o calendário eleitoral avançando para a fase decisiva, apenas o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) conduziu sondagens internas que apontam para nomes preferenciais.
A sete dias das convenções partidárias, a escolha do vice do pivetta permanece indefinida: Pivetta já testou nomes em pesquisa qualitativa, mas outros pré-candidatos ainda buscam perfil e apoio para fechar a chapa.
Com o calendário eleitoral avançando para a fase decisiva, apenas o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) conduziu sondagens internas que apontam para nomes preferenciais.
Os demais pré-candidatos ao governo do Estado os senadores Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União), e a médica Natasha Slhessarenko (PSD) ainda não definiram um perfil consolidado para a vice-presidência da chapa.
Interesse: quem aparece nas pesquisas de Pivetta
A reportagem apurou que pesquisas qualitativas conduzidas pelo entorno do governador indicam maior aceitação para o deputado federal Fábio Garcia (União). Segundo interlocutores, Garcia se destaca por ligação política com o grupo do ex-governador Mauro Mendes e por base de apoio fortalecida durante sua atuação como secretário-chefe da Casa Civil.
Na avaliação de um integrante do grupo governista, que pediu anonimato, “a pesquisa qualitativa em que nomes foram testados mostrou que o deputado Fábio Garcia é bem aceito como vice do governador Pivetta. É do mesmo grupo, tem uma identidade ligada ao grupo e do ex-governador Mauro Mendes (União) e é jovem e da Cuiabania. Então ele vem se saindo bem como possível vice”.
Outras opções internas
Além de Garcia, aparecem como alternativas as suplentes Gisela Simona (União) e Margareth Buzetti (PP). A possibilidade de indicação por partidos aliados também está em análise: o Podemos pode apontar o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, enquanto o PL mantém uma postura mais cautelosa, em razão de decisões nacionais envolvendo o apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Desejo: força política e implicações eleitorais
Fábio Garcia reúne capital político acumulado ao longo de quase três anos à frente da Casa Civil, onde, segundo avaliadores, ampliou a base de apoio entre prefeitos ao atuar diretamente em demandas municipais. A aceitação de Garcia como vice do pivetta é atribuída tanto a essa atuação quanto à afinidade com a base política do ex-governador Mauro Mendes.
Outro fator que pesa é a disputa por vagas na Câmara Federal: a presença de Virgínia Mendes (União) na corrida pela Câmara torna improvável que Mauro Mendes tenha dois nomes competindo diretamente nas mesmas frentes, o que influencia eventuais combinações para composição de chapa.
Possibilidades do PL e nomes ventilados
O Republicanos condiciona o apoio a Flávio Bolsonaro já no primeiro turno a indicações recíprocas em alguns estados; se o PL aceitar, o Republicanos poderia retirar candidatura própria e indicar o vice. Entre nomes citados recentemente estão vereadoras como Katiúscia Mantelli e Dra. Mara (Cuiabá) e Gisa Barros (Várzea Grande). Um nome que aparece como desejado por Pivetta seria Samantha Iris (PL), primeira-dama de Cuiabá.
Em outro cenário, o empresário Marcelo Maluf (Novo), que já foi mencionado como pré-candidato ao governo, poderia compor como vice em chapas encabeçadas por outros postulantes, caso haja acordos regionais.
Ação: prazo, próximos passos e considerações
Faltando uma semana para o início das convenções partidárias, as lideranças têm prazo curto para consolidar acordos. As decisões dependerão de pesquisas internas, negociações com siglas como Podemos e PL e definições nacionais que podem alterar indicações locais.
O cenário permanece dinâmico: embora o nome de Fábio Garcia surja com vantagem nas sondagens de Pivetta, outros caminhos seguem plausíveis até a formalização das chapas.
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