ONU demite 70 funcionários após investigação sobre vínculos com Hamas
Essa ação resulta de uma investigação realizada pelo Escritório do Inspetor-Geral da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), que revelou possíveis ligações entre empregados da UNRWA e o grupo terrorista Hamas.
A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) demitiu 70 funcionários que atuavam na Faixa de Gaza.
Essa ação resulta de uma investigação realizada pelo Escritório do Inspetor-Geral da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), que revelou possíveis ligações entre empregados da UNRWA e o grupo terrorista Hamas.
O comissário-geral interino da UNRWA, Christian Saunders, justificou as demissões como uma forma de reduzir os riscos à segurança dos palestinos atendidos pela organização, assim como de seus funcionários e instalações.
Embora as demissões tenham sido anunciadas, a agência da ONU enfatizou que isso não implica uma confirmação das acusações contra os empregados dispensados.
A decisão foi divulgada poucos dias após a Usaid apresentar os resultados de uma investigação que recomendou a suspensão ou exclusão de 101 atuais e ex-servidores da UNRWA de programas financiados pelos EUA por um período de dez anos. O relatório indica que esses indivíduos teriam estado envolvidos nos ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel ou manteriam vínculos com as Brigadas Al-Qassam, o braço armado do Hamas.
Dentre os citados na investigação estão diretores de escolas, professores, agentes de segurança, conselheiros e profissionais da área médica. Um oficial do governo norte-americano relatou que a ação da UNRWA parece refletir o progresso da investigação.
A UNRWA também comentou que pediu informações e evidências sobre as alegações, mas afirma não ter recebido documentação suficiente para corroborar os supostos vínculos dos funcionários com o Hamas. Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel criticou a resposta da agência da ONU, alegando que minimiza a gravidade das denúncias ao não mencionar diretamente o Hamas, e pediu uma revisão mais abrangente dos quadros da organização.
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