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Justiça condena a 19 anos homem que matou mulher e arrastou corpo em Sinop

A defesa informou que irá recorrer da decisão.

O Tribunal do Júri da Comarca de Sinop condenou, nesta terça-feira, Wellington Honorato dos Santos a 19 anos e dois meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil e ocultação de cadáver, pela morte de Bruna de Oliveira, de 24 anos.

O julgamento foi presidido pelo juiz Walter Tomaz da Costa.

A defesa informou que irá recorrer da decisão.

Na dosimetria da pena, o magistrado fixou 17 anos e seis meses pelo homicídio qualificado e 1 ano e oito meses pelo crime de ocultação de cadáver, totalizando 19 anos e dois meses de prisão, além do pagamento de 15 dias-multa. O juiz destacou que o cálculo considerou os elementos constantes nos autos e o entendimento do Conselho de Sentença.

Durante a sentença, o magistrado também determinou o perdimento dos bens utilizados no crime, incluindo a motocicleta, a corrente usada para arrastar o corpo e a bainha de uma faca. Os objetos serão destinados à Comunidade Terapêutica Inovar, conhecida como Cantinho da Floresta.

Ao final da sessão, o promotor de Justiça Herbert Dias Ferreira afirmou que a condenação representa uma resposta firme do Judiciário à violência.
“Foi possível dar andamento ao processo com celeridade e proporcionar uma resposta à altura da gravidade do crime, deixando claro à sociedade que homicídios não ficarão impunes”, declarou.

A defesa, representada pelo advogado João Francisco de Assis Neto, afirmou que irá recorrer especificamente quanto à qualificadora do motivo fútil, sustentando que o crime não ocorreu por razão banal, mas reconheceu a condenação pelo crime de ocultação de cadáver.

O crime

Bruna de Oliveira foi morta após uma discussão envolvendo a venda de um ventilador. Conforme apurado na investigação e confirmado durante o julgamento, após o homicídio, o corpo da vítima foi amarrado com correntes, preso a uma motocicleta e arrastado por cerca de 400 metros pelas ruas da cidade.

Em seguida, o corpo foi levado até uma área de mata próxima ao Parque Florestal, onde foi ocultado em uma vala de difícil acesso. A perícia constatou diversas escoriações causadas pelo arrastamento, além de ferimentos fatais no pescoço.

Bruna deixou três filhas menores de idade, fato que foi destacado pelo Ministério Público durante os debates, reforçando o impacto social e familiar causado pelo crime.

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