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Golpes em crédito consignado afetam milhões de idosos no Brasil

Criminosos, incluindo empresas, têm explorado a vulnerabilidade dos idosos por meio de fraudes realizadas, muitas vezes, por telefone ou aplicativos.

Apesar da nova legislação sancionada no início de 2026, que prevê o bloqueio automático de benefícios para novas operações de crédito consignado, a situação de golpes contra idosos permanece crítica.

Isandir Rezende, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, afirma que o problema atinge milhões de brasileiros, sendo os aposentados o principal alvo dos golpistas.

Criminosos, incluindo empresas, têm explorado a vulnerabilidade dos idosos por meio de fraudes realizadas, muitas vezes, por telefone ou aplicativos.

Eles se passam por instituições bancárias ou oferecem vantagens inexistentes, levando as vítimas a fornecer dados pessoais ou confirmar operações sem pleno entendimento. Isso resulta em empréstimos consignados não autorizados, com descontos diretos nas aposentadorias ou pensões, gerando perdas financeiras contínuas.

Rezende menciona que a quantidade de contratos ativos com indícios de irregularidade aumentou consideravelmente, saltando de cerca de 1,5 a 2 milhões para aproximadamente 9 milhões de pessoas afetadas. Grande parte desses contratos foi formalizada irregularmente, prejudicando os aposentados.

Uma crítica importante do presidente do conselho refere-se à postura do Judiciário, que tem tratado alguns desses casos como ‘mero aborrecimento’, o que, segundo ele, incentiva a continuidade das fraudes. O profissional também destaca a falta de transparência nos contratos, onde muitos idosos não têm acesso aos documentos que formalizam os empréstimos.

Segundo Rezende,

‘não é um mero aborrecimento. O idoso é consumidor e protegido por lei. O Estatuto do Idoso garante proteção especial.’

Ele demanda uma reformulação na regulamentação federal e um rigor maior na contratação de crédito, sugerindo que contratos firmados sem ficha de assinatura de idosos acima de 60 anos deveriam ser considerados nulos.

Este cenário indica a necessidade urgente de ações concretas, enquanto a orientação para idosos e seus familiares é que redobrem a atenção e denunciem qualquer irregularidade.

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