GAECO Sinop executa operação em Colíder; prefeito de SC é detido
Durante a operação em Colíder, quatro aparelhos telefônicos e seis HDs foram apreendidos e passarão por análise de perícia técnica. Até o momento, a identidade do investigado em Colíder e o local exato da operação não foram divulgados. Em Santa Catarina, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão.
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) de Sinop cumpriu, nesta manhã, um mandado de busca e apreensão em Colíder.
A operação, chamada “Regalo”, foi desencadeada em colaboração com o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) de Santa Catarina e visa investigar crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro em contratos públicos de Balneário Piçarras e São João Batista, em SC.

Durante a operação em Colíder, quatro aparelhos telefônicos e seis HDs foram apreendidos e passarão por análise de perícia técnica. Até o momento, a identidade do investigado em Colíder e o local exato da operação não foram divulgados. Em Santa Catarina, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão.
As investigações indicam uma possível conivência entre setores empresariais e políticos, com indícios de pagamento de vantagens indevidas em contratos públicos. O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi um dos presos nesta operação. O Ministério Público de Santa Catarina relatou que, por determinação do Tribunal de Justiça, as ações ocorreram em cidades como Timbó, Biguaçu e Tijucas, entre outras.
Além de prender empresários suspeitos, as operações incluíram buscas em residências e órgãos públicos, visando obtenção de provas sobre as práticas ilícitas. As investigações, iniciadas em 2024, focaram em crimes funcionais cometidos por prefeitos e agentes públicos. Na atual fase, as investigações se concentram na análise de contratos de obras na Orla Norte de Balneário Piçarras e outros serviços relacionados.
A assessoria do Ministério Público revelou que as vantagens indevidas atingem aproximadamente R$ 485,9 mil apenas em Balneário Piçarras, resultantes de propinas pagas a servidores públicos. A apuração ainda demonstra que os integrantes da organização criminosa continuam suas atividades, através do pagamento de propinas e agravamento de obras nas prefeituras da região do litoral norte de Santa Catarina.
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