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EUA impõem sanções a brasileiros e fintechs por laços com PCC

A decisão bloqueia bens sob jurisdição norte-americana e proíbe negociações com os sancionados.

O governo dos Estados Unidos sancionou dois brasileiros e quatro empresas, incluindo a Pixwave Soluções de Pagamentos, por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão bloqueia bens sob jurisdição norte-americana e proíbe negociações com os sancionados.

As sanções foram anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA na quarta-feira, 2. Esta medida representa um desdobramento significativo desde que o governo de Donald Trump classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A ação visa especificar restrições a Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, junto com as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, de Portugal.

A decisão exige o bloqueio de bens e ativos dos sancionados. Também proíbe cidadãos e empresas dos EUA de realizar transações com eles. Além disso, instituições financeiras estrangeiras que mantiverem negócios relevantes com os envolvidos podem sofrer punições.

Apesar das sanções, o promotor do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, declarou à rádio CBN não ver, até o momento, evidências de que os sancionados tenham ligações com a facção criminosa. Shimada e a WTBO Consultoria em Gestão Empresarial são sócios da Pixwave, que atua na região da Faria Lima e presta serviços financeiros.

O Tesouro dos EUA afirma que Shimada usava suas empresas para intermediar operações financeiras entre criminosos nos Estados Unidos e no Brasil, incluindo o envio de US$ 30 milhões ao Brasil por meio de criptoativos. A WTBO, que até dezembro operava na Faria Lima, aumentou de R$ 100 mil para R$ 9 milhões de capital social recentemente.

A empresa, que atuava como correspondente bancária do Ouribank, foi descredenciada após a aplicação das sanções. O banco afirmou que a WTBO estava inativa desde 2024. Além disso, a WTBO tem participações em outras fintechs, como a Banklabs Partners, que também se localiza em áreas estratégicas de São Paulo.

Documentos da Justiça dos EUA revelam que Shimada é conhecido como “Japa” e Stella, como “Prima” e “Lara Croft”. As autoridades norte-americanas alegam que ambos facilitaram a lavagem de dinheiro para fornecedores de drogas internacionais. As investigações apontam que o grupo ocultou aproximadamente US$ 30 milhões em diversas cidades dos Estados Unidos. A defesa de Shimada informou que ainda não teve acesso aos documentos oficiais relacionados às sanções, o que impede uma resposta mais detalhada.

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