Empréstimo para moradias em Mato Grosso gera debates acalorados na AL
Enquanto membros da base do governo defendem a necessidade do crédito para investimentos em habitação, a oposição considera a proposta eleitoreira, citando seu envio às vésperas de um período eleitoral restrito.
O governo de Mato Grosso propôs um empréstimo para financiar a construção de aproximadamente 60 mil moradias, gerando um intenso debate entre os deputados estaduais.
Enquanto membros da base do governo defendem a necessidade do crédito para investimentos em habitação, a oposição considera a proposta eleitoreira, citando seu envio às vésperas de um período eleitoral restrito.
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), enfatizou que a tramitação da proposta dependerá da disposição dos deputados para votar ainda nesta semana. Ele alertou que existe um prazo para a aprovação de projetos que poderão enfrentar restrições devido ao calendário eleitoral, com diligência pedido para que as votações ocorram antes de sexta-feira.
O deputado Carlos Avallone (PSDB) manifestou apoio ao projeto, mas solicitou mais tempo para a análise, uma vez que a proposta foi apresentada há apenas sete dias.
“Todo deputado tem interesse em saber onde serão feitas as casas. É uma parceria boa, mas poderíamos estudar melhor,”
comentou.
Por outro lado, o deputado Wilson Santos (PSD) também se posicionou a favor do empréstimo, defendendo que investimentos em infraestrutura e habitação são prioritários.
“Empréstimo tem meu voto. Não tem como postergar a discussão,”
afirmou.
Na oposição, o deputado Valdir Barranco (PT) criticou o governo, alegando que ele não priorizou políticas habitacionais e agora pretende deixar a dívida para uma próxima gestão.
“É um projeto eleitoreiro que deixa conta ao próximo gestor,”
declarou.
O deputado Eduardo Botelho (MDB) rebateu as críticas, afirmando que atender à população é parte do papel político e manifestou apoio ao empréstimo, destacando a necessidade de abordar o déficit habitacional no estado.
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