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Café Brasileiro em Risco: Tarifa de Trump Pode Aumentar Preços e Afetar Produção

A cafeicultura brasileira enfrenta um desafio significativo após a imposição da tarifa de 10% por Donald Trump sobre o café importado do Brasil, iniciada em 5 de abril. Os Estados Unidos representam o principal mercado para o café brasileiro, com 8,131 milhões de sacas importadas somente em 2024, uma alta de 34% em relação ao ano anterior.

A taxa de 10% é inferior à aplicada por Trump a outros grandes produtores, como Indonésia e Vietnã, que enfrentarão tarifas de 32% e 36%, respectivamente. A Colômbia, outro competidor no setor, também estará sujeita à mesma alíquota do Brasil.

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O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Celírio Inácio, expressou preocupações sobre as implicações dessa medida.

Inácio chamou a atenção para a complexidade do mercado cafeeiro e advertiu que, embora a tarifa mais baixa possa parecer vantajosa, é necessário considerar os impactos no cenário global. Ele enfatizou a interdependência entre a produção e o consumo de café, observando que a taxação poderá desincentivar a produção em países afetados, potencialmente comprometendo o abastecimento mundial.

Além disso, ele destacou que a tarifação não garantirá o efeito desejado de incentivar a produção nos EUA, já que o país ainda dependerá de seus fornecedores internacionais. Os impactos sobre preços ainda não foram totalmente sentidos nas prateleiras, mas existe uma demanda imediata por café americano.

Outro ponto de vista otimista foi apresentado pela analista de agronegócio Ana Carolina Gomes, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais. Ela acredita que o café brasileiro pode ganhar competitividade em relação a nações com tarifas mais altas.

Os EUA importam 19% do café mineiro, equivalendo a cerca de 5,9 milhões de sacas, com um valor aproximado de US$ 500 milhões.

Gomes alertou que a tarifa pode inflacionar o preço do café consumido nos EUA, possivelmente reduzindo o consumo. No entanto, ela vislumbra oportunidades de expansão para novos mercados, como a China, que já figura entre os principais compradores do café mineiro.

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