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Brasil despenca para 65ª posição e afugenta investidores globais

A instabilidade política e as mudanças frequentes nas regras do jogo são fatores que afastam o investidor estrangeiro.

Embora os discursos oficiais sobre o crescimento do PIB sugiram que o Brasil está prosperando, os dados revelam uma realidade preocupante.

O país caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade, elaborado pelo IMD em parceria com a Fundação Dom Cabral, ocupando agora a 65ª posição entre 70 nações avaliadas. Essa queda coloca o Brasil atrás de economias menores e nos últimos lugares do ranking global.

A instabilidade política e as mudanças frequentes nas regras do jogo são fatores que afastam o investidor estrangeiro.

Para construir indústrias e gerar empregos, é necessário um ambiente de negócios claro e seguro.

No entanto, a falta de um projeto de longo prazo tem sido um obstáculo significativo, refletindo em um desempenho histórico ruim nas áreas de eficiência empresarial e governamental. O alto nível de arrecadação do Estado é acompanhado por um gasto inadequado e uma infraestrutura deficiente, com estradas e portos que comprometem a competitividade.

No que se refere aos indicadores econômicos, o Brasil ocupa a última posição entre os países avaliados nos quesitos essenciais para a atividade econômica. O custo do capital permanece inacessível, as empresas enfrentam altos níveis de endividamento e a baixa produtividade da força de trabalho é um reflexo das deficiências na educação.

A situação já se reflete nas estatísticas, com um aumento de 24,3% nas recuperações judiciais em 2025, evidenciando as dificuldades enfrentadas por empresas de diversos tamanhos. A alta de juros e a burocracia excessiva têm levado micro e pequenos empresários a buscar alternativas no exterior, especialmente em países vizinhos como o Paraguai, onde o ambiente tributário é mais favorável.

Embora o Brasil possua vantagens competitivas, como um mercado consumidor robusto e uma matriz energética diversificada, o debate público tem se concentrado nas questões de gastos públicos, negligenciando reformas estruturais que possam aumentar a produtividade. A persistência na baixa competitividade impõe um alerta: o Brasil corre o risco de se afastar cada vez mais das condições necessárias para atrair investimentos e garantir um crescimento sustentável.

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