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Casal é alvo de operação em Mato Grosso por vender consórcios falsos e lesar consumidores

A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) informou que os investigados, de 35 e 33 anos, anunciavam nas redes sociais contratos de consórcio supostamente contemplados, exigindo pagamento de entrada sob a promessa de liberação do crédito em poucos dias.

Uma ação da Polícia Civil cumpriu quatro ordens judiciais contra um casal suspeito de praticar venda de consórcios falsos, uma fraude que prometia crédito rápido e terminou com consumidores sem carta de crédito e sem contrato formal.

A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) informou que os investigados, de 35 e 33 anos, anunciavam nas redes sociais contratos de consórcio supostamente contemplados, exigindo pagamento de entrada sob a promessa de liberação do crédito em poucos dias.

Após o recebimento dos valores, as vítimas não obtinham a carta de crédito e não havia registro de contratação junto à administradora vinculada a uma montadora de veículos.

Como funcionava o esquema

Segundo o inquérito, a estratégia se repetia em diferentes negociações: anúncios nas redes sociais, oferta de contemplação imediata e solicitação de pagamento antecipado. Em várias ocorrências investigadas, não foi encontrada qualquer efetivação do consórcio junto à administradora, o que indica que as propostas divulgadas não correspondiam à realidade.

Reiteração e registros prévios

A investigação apontou ainda a existência de outros registros policiais com relatos semelhantes, o que reforça a suspeita de reiteração da prática criminosa. Os elementos reunidos no processo mostram padrão de conduta e técnica criminosa voltada a criar a expectativa de obtenção rápida de crédito para convencer consumidores a anteciparem valores.

Medidas judiciais e cumprimento das ordens

No cumprimento das quatro ordens judiciais, a Polícia Civil realizou busca e apreensão na residência do casal e colocou em prática diversas medidas cautelares solicitadas pelo delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, com manifestação favorável do Ministério Público e deferimento pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.

  • Proibição de exercer, direta ou indiretamente, atividades econômicas relacionadas à oferta e comercialização de contratos de consórcio;
  • Proibição de ausentar-se da comarca sem autorização judicial;
  • Determinação do uso de tornozeleira eletrônica para um dos investigados.

Próximos passos da investigação

As diligências continuam com o objetivo de identificar outras vítimas e possíveis envolvidos no esquema. A Decon busca coletar mais provas e depoimentos para ampliar o alcance das investigações e subsidiar eventuais medidas penais e cíveis.

Orientação aos consumidores

A Polícia Civil orienta consumidores que tenham sido procurados ou lesados por oferta de venda de consórcios falsos a registrar ocorrência na Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor e apresentar toda a documentação disponível — anúncios, comprovantes de pagamento, conversas e contratos — para auxiliar a apuração.

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