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Cobertura do Samu em Mato Grosso pode chegar a 100%

O governo federal recomendou ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) a correção imediata dessas irregularidades, além de anunciar a entrega de 52 novas ambulâncias até junho, na busca por ampliar o acesso ao serviço em todo o Estado.

O Ministério da Saúde, representado por Fernando Figueira, apresentou nesta terça-feira (28) relatórios que revelam sérias falhas no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Mato Grosso durante reunião na Assembleia Legislativa.

O governo federal recomendou ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) a correção imediata dessas irregularidades, além de anunciar a entrega de 52 novas ambulâncias até junho, na busca por ampliar o acesso ao serviço em todo o Estado.

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Figueira, que é médico e diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência, enfatizou a importância do Samu na rede de urgências e expressou a disposição do governo federal para apoiar Mato Grosso na melhoria da cobertura.

“Nosso papel é ajudar o Estado a ampliar a cobertura do Samu para que a população mato-grossense receba atendimento adequado”, ressaltou.

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) defendeu a reintegração dos servidores demitidos e a convocação de aprovados em concurso para garantir a operação plena das ambulâncias. Ele destacou que o Samu é essencial para atendimentos de urgência e pediu ações imediatas do governo estadual.

Lúdio sugere a formação de uma força-tarefa envolvendo a Secretaria de Estado de Saúde, o Ministério da Saúde e o Corpo de Bombeiros, com o objetivo de elevar a cobertura do Samu atual de 58% para 100% em Mato Grosso. Ele criticou o uso do Corpo de Bombeiros como substituto do Samu, apelando por uma regulação que respeite as competências de cada órgão.

Na audiência, o governador Pivetta se comprometeu a dialogar com os trabalhadores do Samu e considerar a renovação de contratos. Carlos Mesquita, presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sisma), sublinhou a gravidade das demissões no atendimento, lembrando que a eficiência do Samu é vital, especialmente em situações de emergência.

Atualmente, apenas 58% da população de Mato Grosso tem acesso ao Samu, conforme dados do Ministério da Saúde. Isso coloca o Estado na 25ª posição nacional, apenas à frente de Tocantins e Rondônia. O relatório do Ministério da Saúde, que incluiu auditorias recentes, encontrou diversas irregularidades, como a falta de médicos no comando do Samu e problemas com a regularidade das ambulâncias.

Além de apontar falhas estruturais, o relatório detalhou a violação do sigilo médico dos atendimentos, e a ineficiência operacional, já que muitas unidades não estavam funcionando durante a vistoria. Tais práticas levantam preocupações sobre a segurança e qualidade do atendimento prestado à população.

Figueira também ressaltou que, desde a criação do Samu em 2003, apenas dois reajustes foram feitos nos repasses do governo federal, sendo o último em 2023, que elevou o custeio nacional de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,7 bilhão por ano. O governo federal investiu recentemente mais de R$ 6 milhões em Mato Grosso para o Samu e planeja garantir que, até 2026, todas as ambulâncias do serviço estejam com menos de cinco anos de uso.

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