Estatais acumulam perdas de R$ 4 bilhões
Nos dois primeiros meses de 2026, o déficit acumulado atingiu R$ 4,16 bilhões, o pior resultado para esse período desde 2002.
Estatais federais enfrentam uma crise fiscal sob a administração de Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos dois primeiros meses de 2026, o déficit acumulado atingiu R$ 4,16 bilhões, o pior resultado para esse período desde 2002.

Esse montante é R$ 2,8 bilhões superior ao registrado em 2025 e já se aproxima do total de perdas de todo o ano anterior, que foi de R$ 5,1 bilhões. As estatais foram criadas para desempenhar papéis estratégicos em setores como logística e energia.
Entre as mais conhecidas estão Petrobras, Banco do Brasil e Caixa, embora também existam empresas deficitárias como Correios e Infraero.
Os Correios, um exemplo emblemático, reportaram prejuízo de R$ 6 bilhões de janeiro a setembro de 2025. Para melhorar sua situação financeira, a estatal tomou um empréstimo de R$ 12 bilhões em dezembro. Um plano de desligamento voluntário teve apenas 2.347 adesões até março, bem aquém da meta de 10 mil.
Na visão do editorial, a situação tende a se agravar, especialmente com a hesitação do governo em privatizar companhias deficitárias.
O Globo critica ainda a tentativa do governo de desmerecer os métodos do Banco Central para avaliar o déficit, que seguem padrões internacionais ao incluir a variação da dívida.
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