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Brasil condena Israel por restringir a celebração do Domingo de Ramos

A pasta, liderada pelo ministro Mauro Vieira, enfatizou que tal restrição configura uma violação à liberdade religiosa e criticou as limitações impostas por Israel nos locais sagrados.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota condenando a ação da polícia israelense que impediu o cardeal Pierbattista Pizzaballa e o Custódio da Terra Santa, Monsenhor Francesco Ielpo, de acessarem a Igreja do Santo Sepulcro durante as celebrações do Domingo de Ramos em Jerusalém Oriental.

A pasta, liderada pelo ministro Mauro Vieira, enfatizou que tal restrição configura uma violação à liberdade religiosa e criticou as limitações impostas por Israel nos locais sagrados.

Camara 22814/2026

O ministério observou que a ação da polícia israelense é parte de uma tendência preocupante de restrições à entrada de fiéis cristãos e muçulmanos em momentos significativos de culto, como durante o Ramadã na Esplanada das Mesquitas.

O governo brasileiro considerou esses episódios como uma grave afronta a acordos históricos e princípios do direito internacional, destacando o entendimento da Corte Internacional de Justiça sobre a presença israelense em territórios palestinos.

Na nota, o ministério sublinhou a ‘extrema gravidade’ das ações, que vão contra o status quo tradicional dos locais sagrados em Jerusalém e o princípio da liberdade de culto.

O incidente ocorrido no último domingo, 29, foi notável por ser um dos primeiros casos de restrição ao Domingo de Ramos em séculos, conforme relatado pelo Patriarcado Latino de Jerusalém. O cardeal e outros líderes foram barrados, mesmo sem participar de uma procissão.

A entidade descreveu a abordagem como ‘manifestamente irrazoável’ e um ‘grave precedente’ que desrespeita a sensibilidade dos fiéis ao redor do mundo.

As ações de Israel surgem num contexto de crescente tensão na região, com a imposição de controles mais rígidos em locais religiosos, incluindo a Mesquita de Al-Aqsa. Apesar de justificativas de segurança, a negativa de Israel em restringir práticas religiosas levantou preocupações e críticas de diversas autoridades e organizações religiosas, intensificando a pressão sobre as medidas de segurança nos locais sagrados de Jerusalém.

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