Portal 93
Com você onde você for.

Operação integrada combate fraude fiscal que movimentou R$ 86 milhões em MT

Entre janeiro e setembro de 2023, uma das empresas envolvidas movimentou R$ 86,8 milhões, sendo R$ 42,9 milhões em notas fiscais declaradas como exportação sem comprovação de saída do país. Foi constituída uma Certidão de Dívida Ativa no valor de R$ 34,4 milhões, com novos processos administrativos em fase final de apuração.

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-MT) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (04.12), a Operação Fake Export. Esta ação conjunta desarticulou um grupo criminoso especializado na simulação de exportações de grãos para promover sonegação fiscal.

A operação cumpre 48 medidas cautelares autorizadas pela Justiça, que incluem mandados de busca e apreensão, suspensão de atividades econômicas e quebra de sigilos. As investigações, conduzidas pela Polícia Civil e pela Promotoria de Crimes contra a Ordem Tributária, revelaram a estrutura do grupo, que utilizava empresas fictícias, falsificação de documentos e laranjas para dar aparência de legalidade a operações que nunca ocorreram.

Entre janeiro e setembro de 2023, uma das empresas envolvidas movimentou R$ 86,8 milhões, sendo R$ 42,9 milhões em notas fiscais declaradas como exportação sem comprovação de saída do país. Foi constituída uma Certidão de Dívida Ativa no valor de R$ 34,4 milhões, com novos processos administrativos em fase final de apuração.

O esquema utilizava o Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP) 6502, que se refere a remessas com fim específico de exportação, sem apresentar a documentação exigida, como registros alfandegários ou comprovantes de embarque. Na prática, as cargas permaneciam em território nacional, o que causava prejuízo significativo à arrecadação estadual e à concorrência no setor agrícola.

O delegado Walter de Melo Fonseca Júnior, da Delegacia Fazendária, destacou que a operação Fake Export reafirma o compromisso do Cira e seus integrantes na luta contra fraudes tributárias de grande escala. “O trabalho garante a recuperação de ativos, a proteção do patrimônio público e o equilíbrio da concorrência no setor agrícola de Mato Grosso“, afirmou.

O promotor de Justiça Washington Eduardo Borrére ressaltou que a atuação integrada do Cira é essencial para enfrentar organizações criminosas estruturadas. “A complexidade desse tipo de fraude exige uma resposta sofisticada, baseada na soma das capacidades técnicas de cada instituição. Nossa atuação conjunta protege a arrecadação e garante condições mais justas para quem trabalha dentro da legalidade“, enfatizou.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). As investigações continuam, e novos desdobramentos poderão surgir após a análise do material apreendido. O Cira-MT inclui entidades como o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Controladoria-Geral do Estado (CGE), a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), atuando de maneira coordenada e permanente no combate à sonegação fiscal em Mato Grosso.

Comentários estão fechados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Leia Mais

Politica de Privacidade & Cookies