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Intoxicação por metanol em Itanhangá resulta em operação de apreensão de bebidas

De acordo com o sargento Fábio Almeida, comandante do Núcleo da Polícia Militar local, os sintomas começaram na segunda-feira, após o consumo de uma garrafa de whisky.

Um homem e uma mulher foram internados com suspeita de intoxicação por metanol em Itanhangá, município localizado a cerca de 170 quilômetros de Sinop, após apresentarem sintomas graves de envenenamento.

O caso, registrado no início da semana, mobilizou autoridades de saúde e segurança pública e resultou na apreensão de várias garrafas de whisky suspeitas de adulteração.

De acordo com informações da Polícia Militar, os pacientes começaram a sentir os primeiros sintomas na segunda-feira (3), após consumirem uma garrafa de whisky no domingo. A mulher, de aproximadamente 40 anos, apresentou falta de ar, náuseas intensas, vômitos e dores no peito. O quadro evoluiu rapidamente para cegueira temporária e insuficiência respiratória, o que exigiu a sua intubação e transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Sorriso.

O homem, que também passou mal, permanece internado sob observação médica. Segundo os profissionais de saúde, ambos apresentaram sinais compatíveis com intoxicação por metanol — uma substância altamente tóxica que pode causar danos irreversíveis à visão, falência de órgãos e até a morte.

O sargento Fábio Almeida, comandante do Núcleo da Polícia Militar de Itanhangá, relatou que o casal inicialmente acreditou que os sintomas eram consequência de uma simples ressaca. “Eles haviam consumido a bebida no domingo e começaram a passar mal no dia seguinte. Quando os sintomas pioraram, buscaram atendimento.

A equipe médica percebeu que o quadro era muito mais grave do que uma intoxicação comum por álcool”, explicou.

Segundo o militar, a semelhança entre os sintomas e casos anteriores de contaminação por metanol acendeu o alerta das autoridades locais. “Infelizmente, a adulteração de bebidas alcoólicas com metanol é algo que já ocorreu em outras cidades do estado. Por isso, a Vigilância Sanitária foi acionada imediatamente”, completou.

A Vigilância Sanitária de Itanhangá e a Polícia Militar realizaram diligências para identificar a origem do whisky consumido pelas vítimas. Durante a apuração, os agentes encontraram 12 garrafas da mesma marca, todas adquiridas em uma distribuidora localizada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá.

Ao verificar os rótulos, as equipes constataram inconsistências nas informações de lote e validade, além de indícios de falsificação das tampas e lacres de segurança.

Por determinação do delegado Franklin Aves, da Polícia Civil de Tapurah, todas as garrafas remanescentes foram recolhidas para evitar novos casos de intoxicação.

“Como as embalagens pertenciam à mesma remessa e apresentavam sinais de adulteração, tomamos a decisão de retirá-las de circulação imediatamente. As amostras foram encaminhadas para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que fará a análise laboratorial para confirmar a presença de metanol”, afirmou o delegado.

Nos últimos meses, o estado de Mato Grosso registrou outros episódios de intoxicação por metanol, especialmente em municípios do norte e médio-norte. Em alguns casos, a substância foi encontrada em bebidas falsificadas vendidas em distribuidoras e bares sem registro oficial.

A Vigilância Sanitária de Itanhangá orienta a população a verificar a procedência das bebidas alcoólicas, conferindo sempre se o lacre, o rótulo e o selo fiscal estão intactos. Garrafas vendidas a preços muito abaixo do valor de mercado também devem levantar suspeitas.

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