Vereadores são escolhidos para compor CPI do cemitério em Sinop
A abertura da CPI ocorre após a aprovação do Requerimento nº 69/2026, apresentado pelo vereador Enio da Brígida na sessão anterior.
A Câmara Municipal de Sinop oficializou, durante a sessão ordinária desta segunda-feira, a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar possíveis irregularidades na comercialização de terrenos, jazigos e sepulturas do Cemitério Municipal.
A portaria que institui a comissão foi lida em plenário e definiu os vereadores Elbio Volkweis, Enio da Brígida, Gilsimar Silva, Rodrigo Gargantini, Sandra Donato, Toninho Bernardes e Zezinho Construtor como integrantes da CPI. A definição dos cargos de presidente e relator ficará a cargo dos próprios membros da comissão, em reunião interna.
A abertura da CPI ocorre após a aprovação do Requerimento nº 69/2026, apresentado pelo vereador Enio da Brígida na sessão anterior.
O grupo terá prazo inicial de 180 dias para concluir as investigações, podendo estender os trabalhos por mais 120 dias, desde que haja aprovação do plenário. Durante esse período, os parlamentares contarão com o suporte da Secretaria Legislativa e da Procuradoria Jurídica da Câmara.
Conforme estabelece a portaria, a comissão deverá apurar possíveis irregularidades envolvendo a venda de terrenos, jazigos e sepulturas do cemitério municipal. A investigação também buscará verificar a eventual participação de agentes públicos e particulares, a legalidade dos procedimentos administrativos adotados pelo município, a existência de pagamentos relacionados aos fatos investigados — inclusive por meio de PIX ou outras formas de transferência —, além de possíveis falhas nos mecanismos de fiscalização e controle.
O pedido para criação da CPI foi motivado por denúncias recebidas pelo gabinete do vereador Enio da Brígida. Segundo o parlamentar, há relatos de pessoas que teriam realizado pagamentos diretamente a terceiros para adquirir terrenos no cemitério, com valores que variam entre R$ 2 mil e R$ 20 mil.
Durante a sessão em que o requerimento foi aprovado, Enio informou que as primeiras denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público e à Polícia Civil em março do ano passado. De acordo com o vereador, também foram apresentados comprovantes de transferências via PIX e documentos que, supostamente, teriam sido utilizados para conferir aparência de legalidade às negociações.
Ao término dos trabalhos, a Comissão Parlamentar de Inquérito deverá elaborar um relatório final com as conclusões da investigação. O documento poderá apontar eventuais responsabilidades e indicar encaminhamentos aos órgãos competentes para adoção das medidas cabíveis.
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