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Prefeitura de Sorriso decreta situação de emergência

A Prefeitura de Sorriso decretou Situação de Emergência, em decorrência das chuvas que atingiram o município nos últimos dias, e que totalizaram um prejuízo de R$ 1,5 bilhão para o setor privado e R$ 850 mil para o setor público.

A Prefeitura de Sorriso decretou Situação de Emergência nessa quinta-feira (11), em decorrência das chuvas que atingiram o município nos últimos dias.

O decreto 482/202 foi assinado pelo chefe do Executivo, Ari Lafin, cuja base ocorreu por meio do material elaborado de maneira integrada por secretarias municipais, representantes do Sindicato Rural de Sorriso, e compilado pela Coordenação de Proteção e Defesa Civil (Compdec), que integra a Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep).

Os prejuízos foram registrados nas estradas e nas lavouras. Porém, mais que perdas financeiras, a água que jorra há 45 dias também vem afetando outros setores, colocando em risco o acesso à educação e à saúde.

Conforme a Prefeitura, o documento estima os prejuízos em cerca de R$ 1,5 bilhão para o setor privado e em R$ 850 mil para o setor público.

A chuva que se intensificou no período da colheita inundou lavouras, avariou estradas, levou galeria de drenagem embora, torna arriscado o transporte de alunos e pacientes e traz ainda mais incertezas em um período já marcado pela perda de vidas e pela insegurança sanitária e financeira trazida pela Covid-19.

Desde que o município entrou em Situação de Alerta, todas as secretarias municipais permaneceram mobilizadas para o atendimento de situações emergenciais que venham a eventualmente ocorrer.

“Tem sido um período muito difícil e estamos somando esforços para amenizar a situação, formalizando em um documento que o acúmulo de mais de 800 milímetros nos últimos 45 dias trouxe danos à infraestrutura das estradas vicinais, assim como perdas severas à agricultura de modo geral, dificuldades para o transporte escolar e, o que é ainda mais grave, o transporte de pacientes dos municípios vizinhos para o Hospital Regional de Sorriso”, contextualiza o prefeito de Sorriso, Ari Lafin.

O decreto não só torna menos burocrático o processo para recuperação da infraestrutura logística, por dispensar a necessidade de licitação para recuperar pontes, estradas e promover outras obras para restaurar os cenários afetados pelo aguaceiro, como também garante aos produtores a oportunidade de renegociar contratos e dívidas.

O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente (Sama), Marcelo Lincoln, aponta que o descompasso climático evidenciado no documento traz ainda outra consequência: a quebra na safra de milho, visto que plantar a semente com muita água no solo impede que o cereal finque raízes profundas no solo.

“Se vier um veranico mais pra frente, a planta não sobrevive”.

Além do solo encharcado, a janela do ciclo produtivo da planta também torna arriscado o plantio da segunda safra. O boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) emitido no dia 5 já apontava um atraso de 30% em todo o Estado.

Para o representante do Sindicato Rural de Sorriso e delegado da Aprosoja, Tiago Stefanello, o documento representa um alento e uma importante ferramenta de negociação para os produtores. “É o momento de negociar, de dialogar e buscar uma forma de reduzir este impacto”.

(Com Portal Sorriso)

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