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Novo decreto de Lula reacende debate sobre proteção a invasores de terra

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, um projeto de lei que proíbe a desapropriação de terras produtivas, reforçando a segurança jurídica dos proprietários rurais e sendo amplamente comemorado pelo setor do agronegócio. A nova regra busca impedir que áreas que estejam cumprindo sua função social — produzindo, empregando e contribuindo para a economia — sejam alvo de processos de desapropriação por parte do governo.

A votação ocorre em um momento de tensão no campo. Recentemente, foram registrados casos de invasões de propriedades rurais em Guaíra e Terra Roxa, no Paraná, onde grupos identificados como falsos indígenas tomaram terras à força, gerando preocupação entre produtores da região. Esses episódios reacenderam o debate sobre segurança no campo e a necessidade de medidas mais rígidas contra ocupações ilegais.

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Paralelamente a isso, um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabelece um plano de proteção direcionado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O texto prevê ações de apoio, articulação institucional e até escolta policial, além da possível utilização de recursos públicos para sustentar atividades promovidas pelo movimento.

A medida levantou forte reação de entidades rurais, parlamentares da bancada do agro e especialistas em segurança fundiária. Para críticos, o decreto pode estimular novas invasões, já que o MST é frequentemente apontado por produtores como um dos principais responsáveis por ocupações irregulares no país. Eles alertam que o Estado, ao destinar proteção institucional ao movimento, pode acabar legitimando atos considerados criminosos.

Produtores temem que o contraste entre o projeto aprovado na Câmara e o decreto presidencial acabe criando um ambiente de insegurança jurídica: de um lado, a lei busca proteger terras produtivas; de outro, o governo cria mecanismos que podem fortalecer grupos historicamente envolvidos em conflitos agrários.

Enquanto o projeto de lei segue para análise no Senado, o decreto presidencial já está em vigor, elevando o clima de tensão entre governo federal e o setor rural.

 

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