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Nova composição da gasolina pode elevar demanda por 300 milhões de litros de etanol de milho

Segundo o dirigente, a projeção leva em consideração a atual participação do etanol de milho na produção nacional.

O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passará de 30% para 32% (E32), deve elevar a demanda pelo biocombustível em cerca de 1 bilhão de litros por ano. Desse total, aproximadamente 300 milhões de litros deverão ser produzidos a partir do milho, conforme estimativa do presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Amaury Pekelman.

Segundo o dirigente, a projeção leva em consideração a atual participação do etanol de milho na produção nacional.

Para ele, a mudança representa um avanço importante para o setor, que atualmente enfrenta um cenário de oferta superior à demanda.

Mesmo com o incremento estimado no consumo, Pekelman avalia que o mercado continuará registrando excedente de produção. A previsão, que antes apontava um superávit entre 3 bilhões e 4 bilhões de litros, foi revisada para algo entre 2 bilhões e 3 bilhões de litros por ano.

O crescimento da produção é atribuído, entre outros fatores, à queda nos preços do açúcar, que tem incentivado usinas a direcionarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a fabricação de etanol.

De acordo com o presidente da Unem, o novo percentual de mistura e a expectativa de adoção futura da gasolina E35, com 35% de etanol anidro, podem estimular novos investimentos no setor. Há diversos projetos de usinas de etanol de milho em fase de estudo que poderão sair do papel caso o mercado apresente perspectivas mais favoráveis.

Pekelman ressalta, no entanto, que a decisão de investir depende de outros fatores, como disponibilidade de matéria-prima, terras, mão de obra e também das oportunidades ligadas à produção de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF) e navegação.

A expectativa da entidade é que a gasolina E35 seja aprovada no início de 2027, antes do encerramento da vigência do E32. Para isso, o Ministério de Minas e Energia já instituiu um grupo de trabalho que reúne representantes do governo e montadoras para realizar os estudos técnicos necessários à ampliação da mistura de etanol na gasolina.

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