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Mulher é resgatada após denunciar trabalho escravo em Sinop

De acordo com o boletim de ocorrência, a denúncia revela que, no dia 18 de outubro, por volta das 23h, a vítima foi acusada pela proprietária de desviar dinheiro do caixa.

Uma mulher de 37 anos foi resgatada ontem após denunciar estar sendo mantida em cárcere privado e submetida a condições análogas à escravidão em um comércio em Sinop. O incidente foi reportado à Polícia Militar, que se dirigiu ao local e encontrou tanto a vítima quanto a suspeita, uma mulher de 30 anos.

De acordo com o boletim de ocorrência, a denúncia revela que, no dia 18 de outubro, por volta das 23h, a vítima foi acusada pela proprietária de desviar dinheiro do caixa.

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Como resultado, ela foi agredida fisicamente e ameaçada de morte, com a ajuda de outra pessoa. A mulher relatou ainda que foi forçada a trabalhar sem remuneração para quitar uma suposta dívida e foi impedida de deixar o local, sob ameaça.

A vítima disse que seu celular foi confiscado e que sua alimentação se resumia a uma refeição diária, levando-a a enfrentar situações de fome. Sem alternativas, ela conseguiu usar um celular emprestado para criar um perfil em uma rede social e denunciou o caso no Instagram do grupo Raio da PM.

Enquanto isso, a suspeita negou as alegações, afirmando que não houve cárcere privado nem agressões. Contudo, a polícia observou que a vítima apresentava hematomas no corpo, que ela atribui às agressões. As agressões teriam ocorrido em uma área residencial nos fundos do estabelecimento, e a vítima afirmou que os atos foram registrados por celular e câmeras de segurança.

Além disso, a mulher trabalhava no local há cerca de quatro meses sem registro em carteira e estava sem receber pagamento há dois meses, em troca de moradia e alimentação. Os policiais conseguiram coletar o equipamento de gravação do circuito interno do comércio com a permissão da suspeita, que alegou que as gravações provariam sua inocência. O celular da vítima, entretanto, não foi encontrado.

A suspeita estava de posse de quatro celulares, dois dos quais estavam danificados, e um caderno com anotações que, segundo ela, registravam valores supostamente desviados pela vítima. Todo o material foi apreendido e levado à delegacia.

Ambas foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos necessários. A vítima apresentava lesões visíveis e deverá passar por exames periciais. A investigação continua em andamento.

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