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Mudanças no IOF Devem Elevar em até 40% o Custo do Crédito e Atingir em Cheio Micro, Pequenas e Médias Empresas

As mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciadas pelo governo federal, podem provocar um aumento de até 40% no custo efetivo do crédito, segundo estimativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O alerta preocupa principalmente as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que devem ser as mais atingidas pelas novas regras.

Esse impacto acontece porque boa parte dessas empresas depende do crédito bancário para manter o capital de giro, investir em estoque, renovar equipamentos ou lidar com sazonalidades de mercado. Com o IOF mais alto, os juros pagos nos empréstimos aumentam, reduzindo a margem de lucro e até mesmo inviabilizando novos investimentos.

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Projeções preocupam o setor

Segundo cálculos preliminares de analistas do setor financeiro, um empréstimo de R$ 100 mil contratado por uma pequena empresa, com juros anuais de 18%, poderia chegar a custar mais de R$ 140 mil ao final do período com as novas alíquotas de IOF. Isso representa uma elevação de até 40% no custo total da operação, conforme advertiu a Febraban.

“Para uma empresa de menor porte, esse aumento significa menos caixa, menos capacidade de reinvestimento e, muitas vezes, mais dificuldade para manter empregos”, explicou o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

Setores mais vulneráveis

As empresas dos setores de comércio, serviços e agronegócio familiar tendem a ser as mais impactadas. Esses segmentos frequentemente operam com margens apertadas e têm maior dependência de financiamento de curto prazo. Pequenos varejistas e prestadores de serviço, por exemplo, podem ter que escolher entre cortar gastos, demitir funcionários ou até fechar as portas.

Governo sinaliza diálogo

A reação negativa do setor financeiro levou o Ministério da Fazenda a abrir um canal de diálogo com os bancos. Uma reunião realizada na quarta-feira (28) contou com a presença do ministro Fernando Haddad, além de presidentes dos maiores bancos do país, como Itaú, Bradesco, Santander e BTG Pactual.

Segundo a Febraban, o governo demonstrou sensibilidade ao tema e se comprometeu a avaliar alternativas para mitigar os efeitos negativos da medida, especialmente sobre as pequenas empresas.

Especialistas recomendam cautela

Contadores e consultores financeiros orientam os empresários a revisarem seus fluxos de caixa, evitarem dívidas desnecessárias e considerarem linhas de crédito com taxas fixas e prazos mais longos. Também é recomendado buscar alternativas como cooperativas de crédito ou fintechs, que podem oferecer condições mais acessíveis, dependendo do perfil da empresa.

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