Meta inicia transição para IA na moderação de conteúdo
A Meta destaca que a nova tecnologia proporcionará respostas mais rápidas e precisas a eventos do mundo real, além de minimizar as ações excessivas.
A Meta anunciou nesta quinta-feira (19/03) que começará a substituir moderadores terceirizados por inteligência artificial na moderação de conteúdo, incluindo a remoção de publicações ilegais e identificação de golpes. A empresa prevê que essa transição levará alguns anos.
Durante esse período, a companhia, proprietária do Facebook e Instagram, reduzirá a contratação de humanos para essas tarefas, tradicionalmente delegadas a empresas terceirizadas, como a Accenture e a Teleperformance, embora a Meta não tenha confirmado quais companhias estão envolvidas.

Segundo a empresa, os sistemas de inteligência artificial superam consistentemente os métodos atuais de fiscalização, com expectativa de melhorar a eficiência e a precisão na identificação de conteúdos relacionados a aliciamento para atividades sexuais, terrorismo, exploração infantil, fraudes e roubos de contas.
A Meta destaca que a nova tecnologia proporcionará respostas mais rápidas e precisas a eventos do mundo real, além de minimizar as ações excessivas.
No entanto, a empresa enfatiza que essa mudança não eliminará completamente a presença humana, pois pessoas continuarão a revisar conteúdos e a participar de tarefas críticas, como análises relacionadas a desativações de contas.
Especialistas ainda serão responsáveis pelo desenvolvimento, treinamento e supervisão dos sistemas de IA. A empresa também enfrenta controvérsias, já que, segundo informações de veículos de comunicação, pode demitir até 20% de sua força de trabalho para acomodar os custos com a nova tecnologia, embora a Meta tenha classificado esses relatos como especulativos.
A moderação de conteúdo é um tema delicado, e a Meta promete mudanças substanciais para 2025, incluindo o afrouxamento de várias restrições vigentes. Enquanto isso, enfrenta processos nos Estados Unidos devido a alegações de danos à saúde mental de adolescentes e jovens expostos a conteúdos perturbadores.
Em 2020, a empresa, ainda como Facebook, firmou um acordo de US$ 52 milhões para indenizar trabalhadores terceirizados que realizavam essas funções, reconhecendo os problemas de saúde mental enfrentados pela equipe de moderação.
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