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Mato Grosso prepara plano para enfrentar seca severa e incêndios

A iniciativa busca unir esforços de órgãos públicos e entidades privadas, além de conscientizar a população em um esforço para repetir o êxito na diminuição dos índices do ano anterior.

O governo de Mato Grosso revelou, hoje, o Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais, visando o segundo semestre deste ano.

A iniciativa busca unir esforços de órgãos públicos e entidades privadas, além de conscientizar a população em um esforço para repetir o êxito na diminuição dos índices do ano anterior.

Camara 22814/2026

O governador Otaviano Pivetta destacou que os incêndios florestais são uma preocupação crescente em setembro e outubro, os meses mais críticos da estiagem.

Ele mencionou que o Estado tem ampliado os investimentos no combate ao fogo, mas que o fenômeno El Niño traz um cenário desafiador, aumentando a necessidade de redobrar esforços e cuidados.

Para enfrentar essa situação, o governo estadual estima que Mato Grosso poderá enfrentar uma seca severa, reduzindo a frequência e o volume de chuvas, além de elevar as temperaturas médias, o que pode facilitar a ocorrência de incêndios. Para as ações de proteção, repressão e prevenção ao desmatamento e incêndios, serão aplicados R$ 134 milhões, que incluirão monitoramento por satélite, operações de fiscalização, campanhas educativas e resgates à fauna silvestre.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzareti, destacou que, em 2024, Mato Grosso foi reconhecido pelo MapBiomas pela redução de 82,6% no desmatamento bruto.

Ela elogiou a atuação integrada do Estado, cuja performance no combate aos crimes ambientais é considerada a melhor do Brasil.

O Corpo de Bombeiros também apresentou dados relevantes, indicando que 51% dos incêndios entre agosto e outubro começaram em áreas federais.

O coronel Flávio Glêdson Bezerra reforçou que as áreas produtivas possuem menor incidência de focos de calor e que, mesmo com uma equipe reduzida, o Estado obteve resultados históricos na diminuição de incêndios.

Além disso, a fiscalização ocorre por meio de um monitoramento contínuo dos biomas por imagens de satélite, com autuações em tempo real.

O planejamento para o combate a incêndios florestais inclui um efetivo diurno de 483 bombeiros, 150 brigadistas estaduais e 72 brigadistas municipais, com apoio da Força Nacional de Segurança Pública.

A proposta envolve a locação de 80 veículos e 28 máquinas para operações, além do uso de aeronaves para ampliar a capacidade de resposta às ocorrências. A construção e manutenção de aceiros em 1,5 mil quilômetros também está prevista, para diminuir o material combustível nas rodovias e dificultar a propagação do fogo.

A queima prescrita será intensificada em áreas definidas, visando reduzir o acúmulo de biomassa antes dos períodos críticos e minimizar riscos de grandes incêndios. Já foram realizadas operações na Estrada do Manso e na Área de Proteção Ambiental da Chapada dos Guimarães.

Finalmente, uma nova plataforma tecnológica será adotada para gestão de incêndios, e projetos para capacitação e premiação serão implementados para a redução de incêndios em terras indígenas, além de apoio às prefeituras na elaboração de planos operacionais municipais para combate a crimes ambientais.

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