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Mato Grosso destaca setor florestal para economia e meio ambiente

Em Mato Grosso, o setor de base florestal se afirma como exemplo de como conciliar produção econômica com a conservação ambiental.

O Dia Internacional das Florestas, celebrado em 21 de março, destaca a relevância da preservação e do uso sustentável dos ecossistemas florestais globalmente.

Em Mato Grosso, o setor de base florestal se afirma como exemplo de como conciliar produção econômica com a conservação ambiental.

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Ednei Blasius, presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), ressalta que a data é uma ótica para ampliar o diálogo social e evidenciar o papel do setor na proteção ambiental. Ele afirma: “O setor de base florestal de Mato Grosso demonstra que é possível produzir com responsabilidade, respeitando a legislação e conservando a floresta. O manejo sustentável garante renda para milhares de famílias e contribui diretamente para a conservação da biodiversidade. Defender o setor é defender o desenvolvimento sustentável do nosso estado.”

O estado controla mais de 5 milhões de hectares de áreas manejadas, com potencial de expansão para até 6 milhões. Essa área posiciona Mato Grosso como um dos principais polos de produção de madeira nativa sustentável no Brasil, sendo a principal base econômica em 44 municípios, gerando aproximadamente 10,5 mil empregos diretos e até 30 mil indiretos, com cerca de 1.300 estabelecimentos na cadeia produtiva.

Em 2025, o setor movimentou R$ 3,2 bilhões, produzindo cerca de 16 milhões de metros cúbicos de madeira, abastecendo mercados nacionais e internacionais. Do total comercializado, R$ 1,46 bilhão refere-se ao mercado interestadual, R$ 877,3 milhões ao mercado interno e mais de US$ 113 milhões em exportações para países como Índia, Estados Unidos, China, França e Vietnã.

O setor não apenas traz relevância econômica, mas também tem um papel fundamental na conservação ambiental. O manejo florestal sustentável ajuda a manter as florestas em pé, preservando a biodiversidade, regulando o clima e capturando carbono. Este modelo é uma das principais estratégias de combate ao desmatamento ilegal, ao agregar valor econômico à floresta preservada.

Em diversas regiões, especialmente no norte e noroeste do estado, a base florestal é vital para sustentar comunidades, assegurando emprego e qualidade de vida para aqueles que dependem da floresta.

Blasius ainda enfatiza que o fortalecimento do setor depende de políticas públicas que promovam a produção legal e sustentável, além de investimentos em tecnologia e infraestrutura. “Precisamos avançar na valorização da madeira legal e combater a desinformação. O setor florestal é parte da solução climática e desempenha um papel essencial na construção de uma economia de baixo carbono”, conclui.

O Cipem, entidade representativa do setor, congrega oito sindicatos que incluem indústrias de transformação de madeira nativa, laminados e compensados, promovendo emprego, renda e desenvolvimento em várias regiões de Mato Grosso. A entidade defende os interesses do setor e mantém diálogos com os poderes públicos e a sociedade civil, contribuindo para a economia florestal e um modelo produtivo sustentável.

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