Mais de 18% dos adolescentes de MT enfrentam abuso sexual, revela estudo
Os adolescentes relataram experiências de toques, manipulações, beijos ou situações de exposição indesejada de partes do corpo, ocorridas ao longo de suas vidas.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (25) indicam que 18,6% dos estudantes de 13 a 17 anos de Mato Grosso já sofreram algum tipo de abuso sexual.
Os adolescentes relataram experiências de toques, manipulações, beijos ou situações de exposição indesejada de partes do corpo, ocorridas ao longo de suas vidas.
O levantamento revela que, entre as meninas, 26,9% se declaram vítimas, enquanto o índice entre os meninos é de 16,9%. A pesquisa também fornece um perfil dos agressores, onde 19,8% são considerados amigos, 9,3% são pais ou padrastos, e 29,3% são outros parentes. Desconhecidos representam 23,9% das denúncias.
Em Cuiabá, a situação é ainda mais alarmante, com 21,2% dos estudantes relatando experiências de abuso. Além disso, 11,2% afirmaram que já foram ameaçados ou obrigados a ter relações sexuais contra sua vontade.
O percentual de vitimização em Mato Grosso é superior à média nacional, que é de 8,8%, colocando o estado no topo da Região Centro-Oeste, em comparação a Mato Grosso do Sul (9,1%), Distrito Federal (8,7%) e Goiás (7,8%). No cenário nacional, Mato Grosso ocupa a sexta posição, atrás de estados como Amazonas (14%) e Amapá (13,5%).
A PeNSE, criada em 2009 com o apoio do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, é a principal pesquisa do Brasil que investiga fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes em idade escolar. Utilizando amostragem nacional, o estudo analisa diversos aspectos da vida dos jovens, incluindo características socioeconômicas e comportamentais, além de oferecer um panorama sobre o bem-estar da população estudantil.
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