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Macacos-aranha da UFMT Sinop serão transferidos para zoológico em SP

Esses macacos, típicos da bacia do rio Teles Pires, estão ameaçados de extinção, principalmente devido ao desmatamento, fragmentação de florestas e expansão agrícola.

Três macacos-aranha-de-cara-branca (Ateles marginatus) que estão sob os cuidados do Centro de Vida Selvagem (CeVS) da UFMT Sinop serão transferidos para o Zoológico de São Paulo na próxima semana, onde integrarão um grupo monitorado no programa de pesquisa e manejo de fauna ameaçada.

Os primatas, nomeados Formiga, Cupim e Cigarra, chegaram ao centro ainda filhotes e foram acompanhados pela equipe da professora Elaine Dione, que lidera um trabalho pioneiro de reabilitação da espécie.

Esses macacos, típicos da bacia do rio Teles Pires, estão ameaçados de extinção, principalmente devido ao desmatamento, fragmentação de florestas e expansão agrícola.

Formiga, uma fêmea prestes a completar nove anos, foi resgatada em 2017 após a morte da mãe, que foi atropelada em Sinop. Cupim, um macho de quase cinco anos, chegou em 2021 também sob circunstâncias semelhantes. Cigarra, com cerca de quatro anos, foi resgatada em 2023, após um incêndio florestal em Terra Nova do Norte. Juntos, formaram um grupo familiar artificial, resultado de anos de testes de manejo e observação.

Formiga destacou-se na fase de criação de um protocolo de reintrodução, vivendo cerca de três anos solta na mata, com monitoramento constante e suporte controlado. Ela chegou a se integrar a bandos nativos, mas a experiência foi interrompida quando moradores começaram a alimentá-la, reforçando a associação entre humanos e alimento. Com isso, a estratégia mudou para a formação de um grupo em cativeiro controlado para futura soltura coletiva.

Após discussões com SEMA, IBAMA, Centro de Primatas Brasileiros e a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil, o Zoológico de São Paulo aceitou receber os animais. Antes da viagem, o trio passou por exames de saúde, conforme informado pela assessoria.

O transporte será realizado de carro até Cuiabá e, em seguida, de avião até São Paulo, com apoio da SEMA. Uma vez no zoológico, os macacos passarão por um período de quarentena e um processo gradual de aproximação e integração que deve durar até cinco meses.

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