Licitações intermunicipais impactam negativamente o comércio local em Mato Grosso
Desde a implementação do modelo de licitações centralizadas, o comércio local tem experimentado um impacto negativo.
No dia 6 de março, presidentes das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso se reuniram para discutir os efeitos das licitações de materiais escolares e outras aquisições por meio de consórcios intermunicipais.
A videoconferência, organizada pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat), foi conduzida pelo presidente Jonas Alves.

Desde a implementação do modelo de licitações centralizadas, o comércio local tem experimentado um impacto negativo.
A centralização das aquisições favorece empresas de fora do Estado, resultando em uma diminuição na circulação de recursos econômicos nos municípios. Jonas Alves destacou que a exclusão das empresas locais prejudica a economia estadual, afirmando que a situação afeta não somente o setor de papelarias, mas também vestuário, calçados e transporte.
“A exclusão das empresas locais prejudica a economia estadual”, afirmou Jonas Alves.
DURANTE a reunião, Ana Paula Fedrigo, presidente da Associação Comercial de Campo Novo do Parecis, relatou a falta de avanços na situação, mesmo após tentativas de diálogo com a prefeitura local.
Outros presidentes de Associações também expressaram preocupações semelhantes e buscaram alternativas. Fábio Migliorini, da Associação Comercial de Sinop, sugeriu a adoção de vouchers ou cartões para a aquisição de materiais, a fim de beneficiar famílias e fortalecer o comércio local.
O empresário Ricardo Reis, da Papelaria Dallas, ressaltou que o sistema de compras por consórcios tem dificultado a participação de pequenas empresas nas licitações.
Ele alertou para o risco de preços superfaturados devido à exclusão das empresas locais. Ao final da reunião, Jonas Alves recomendou que as Associações Comerciais realizem um levantamento sobre a participação de seus municípios em consórcios para compra de kits escolares e outros suprimentos.
Assim, as associações podem dialogar com as prefeituras para entender melhor a questão e promover o comércio local.
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