Exportações de soja paralisadas e mercado em queda preocupam produtores brasileiros
O cenário internacional também é desfavorável, com altos custos logísticos e condições adversas, enquanto a colheita avança nas propriedades.
O mercado brasileiro de soja enfrenta um momento de retração nas negociações devido a novas medidas de inspeção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que afastaram diversas tradings. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário é marcado por incertezas e baixa liquidez, com muitos participantes fora do negócio e sem indicações claras de compra.
Silveira destacou que as mudanças nas inspeções criaram um ambiente de insegurança, dificultando a atuação dos traders.
Embora alguns indicadores tenham apresentado alta, a falta de volume relevante negociado mantém a liquidez baixa.
O cenário internacional também é desfavorável, com altos custos logísticos e condições adversas, enquanto a colheita avança nas propriedades.
Nos mercados internacionais, os contratos futuros de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em alta, impulsionados pela disparada do petróleo e pela expectativa de aumento na demanda chinesa por soja americana. A Cargill, uma das principais tradings, suspendeu exportações do Brasil para a China devido a novas exigências de inspeção que dificultam o cumprimento das normas. O presidente da empresa para a América Latina, Paulo Sousa, relatou que a Cargill também interrompeu as compras de soja de produtores brasileiros até que a situação se normalize.
Os contratos futuros da soja para maio de 2026 subiram 13,25 centavos de dólar por bushel, alcançando US$ 12,27 1/4 por bushel. No farelo, o mesmo contrato teve alta de US$ 4,80, enquanto o óleo fechou a 67,42 centavos. Em relação ao câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão a R$ 5,2457, apresentando uma alta de 1,67%.
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