Portal 93
Com você onde você for.

Escolas vão implementar conteúdos sobre prevenção à violência contra a mulher

Essa iniciativa visa incluir conteúdos sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram, nesta quarta-feira (25), em Brasília, uma nova portaria que regulamenta a Lei Maria da Penha Vai à Escola nº 14.164/2021.

Essa iniciativa visa incluir conteúdos sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

Camara 22814/2026

A legislação determina que o material didático relacionado aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher seja adequado a cada nível de ensino. O ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou a importância de iniciar a discussão sobre a prevenção da violência de gênero com crianças e jovens nas escolas brasileiras.

Santana destacou que a nova geração deve ser formada com base no respeito, equidade e justiça. Ele afirmou: “Estamos afirmando um projeto de país, um Brasil onde meninas podem estar sem medo e onde o conhecimento seja um instrumento de libertação e não de exclusão. Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade.”

Durante a cerimônia ‘Educação pelo Fim da Violência’, realizada na Universidade de Brasília, um Protocolo de Intenções foi assinado para a prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres nas instituições públicas de ensino superior e na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O documento orienta que essas instituições não sejam omissas em casos de violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, considerou essenciais as medidas de proteção para meninas e mulheres na educação, abrangendo desde o ensino básico até o superior. Ela citou Paulo Freire, afirmando: “A educação não transforma o mundo; a educação muda as pessoas, e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu a inclusão de conteúdos para combater a violência contra as mulheres nos currículos e planos pedagógicos de cursos de graduação e pós-graduação. “Imagine como sairão os profissionais que atuarão em áreas como saúde e assistência social daqui a alguns anos. Isso é relevante para todas as profissões deste país.”

Camilo Santana explicou que o documento representa uma construção coletiva, fundamentada na escuta e experiência das instituições de ensino. “Nossas universidades e redes de ensino devem ser espaços de produção de conhecimento, além de serem acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação,” enfatizou.

Ele também anunciou que em breve será lançado um edital para criar cuidotecas nas universidades federais. Essas estruturas proporcionarão cuidado e acolhimento para crianças, permitindo que mães, estudantes e professoras possam estudar e trabalhar com dignidade.

Como parte das ações voltadas para a prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram um acordo de cooperação técnica para ampliar as vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC. Essa política visa elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, promovendo inclusão socioprodutiva e autonomia por meio de cursos de qualificação.

Os presentes participaram da exibição do trailer do filme ‘Mulheres Mil’, produzido pelo MEC, que retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres e suas comunidades. Essas iniciativas fazem parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado em fevereiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Comentários estão fechados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Leia Mais

Politica de Privacidade & Cookies