Dívida bruta do governo alcança R$ 10,2 trilhões
Esse montante equivale a 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, destacando uma trajetória ascendente do passivo total do Estado.
A dívida bruta do governo brasileiro registrou R$ 10,2 trilhões em fevereiro de 2026, conforme relatório do Banco Central divulgado nesta terça-feira, 31.
Esse montante equivale a 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, destacando uma trajetória ascendente do passivo total do Estado.

Esse aumento representa uma elevação de 0,5 ponto percentual em comparação ao mês anterior. O crescimento é impulsionado principalmente pela incorporação de encargos financeiros, que adicionaram 0,7 ponto percentual ao total da dívida. No acumulado do ano, a dívida já cresceu 0,6 ponto percentual em relação à produção nacional, devido, em grande parte, à inclusão de juros.
O desempenho fiscal das instituições governamentais também apresenta um quadro preocupante, com um saldo negativo de R$ 16,4 bilhões reportado em fevereiro. Essa situação foi influenciada principalmente pelo déficit de R$ 29,5 bilhões do Governo Central, além de um prejuízo de R$ 568 milhões nas empresas estatais. Apesar de ser menor que os rombos verificados nos mesmos meses de 2023 e 2024, esse resultado se diferencia de fevereiro de 2022, quando o Brasil apresentava um superávit de R$ 3,4 bilhões. Entretanto, as administrações estaduais e municipais conseguiram um superávit de R$ 13,7 bilhões no mês.
Além disso, a Dívida Líquida do Setor Público alcançou R$ 8,4 trilhões, representando 65,5% da riqueza nacional, com um crescimento de 0,6 ponto percentual. Este aumento é atribuído aos juros, ao déficit primário e à valorização de 1,5% da moeda estrangeira. Os dados indicam que a situação fiscal do Brasil requer ajustes para enfrentar a alta dos juros internos, já que a emissão de novos títulos e o custo para a rolagem do estoque existente continuam a pressionar o endividamento.
Comentários estão fechados.