Contaminação por metanol resulta em 58 casos e 15 mortes em 30 dias
Nos últimos 30 dias, após a confirmação de dez casos de intoxicação por metanol em bebidas, órgãos públicos intensificaram ações de vigilância e testagem em todo o país. O alerta inicial surgiu em 26 de setembro e desde então hospitais e equipes de emergência vêm se preparando para atender a demanda crescente.
Organizações como os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) assumiram um papel central na identificação de casos, coordenando esforços com a vigilância sanitária e polícias para fiscalizar locais de venda. As investigações revelaram que bebidas falsificadas, feitas com álcool combustível contaminado por metanol, são a origem provável das intoxicações.

Oito semanas após o alerta, o número total de casos subiu para 58, com 15 mortes registradas, principalmente em São Paulo. Embora o Ciatox tivesse comunicado a adulteração das bebidas desde o início, a atenção da mídia e as ações de fiscalização só se intensificaram uma semana depois, quando se formou um comitê federal para lidar com a situação e foram entregues novas remessas de antídotos aos hospitais.
O Instituto de Criminalística de São Paulo confirmou que o metanol encontrado era adicionado intencionalmente, ultrapassando níveis normais de destilação. Em resposta, a Polícia Técnico-Científica implementou um novo protocolo para identificar bebidas adulteradas mais rapidamente.
No total, 635 notificações de intoxicação foram descartadas, enquanto 50 novos casos estão sendo investigados. Entre as vítimas, nove mortes foram confirmadas em São Paulo, e outras seis em Pernambuco. A criação de novas tecnologias, como o “nariz eletrônico“, desenvolvido na Universidade Federal de Pernambuco, também promete ajudar a identificar a presença de metanol.
A situação provocou ações concretas no âmbito legislativo. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de São Paulo iniciará investigações sobre a falsificação de bebidas, enquanto um projeto de lei que pretende classificar a adulteração de alimentos e bebidas como crime hediondo está prestes a ser votado na Câmara dos Deputados.
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