Companhias aéreas poderão perder 50% do lucro em 2026
O anúncio foi feito no domingo, 7, e indica que, caso se confirme, a perda representará quase metade do lucro esperado para 2025, que é de US$ 45 bilhões.
A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) projeta uma redução de US$ 23 bilhões, cerca de R$ 120 bilhões, no lucro das companhias aéreas em 2026.
O anúncio foi feito no domingo, 7, e indica que, caso se confirme, a perda representará quase metade do lucro esperado para 2025, que é de US$ 45 bilhões.
Willie Walsh, diretor-geral da Iata, atribui a projeção pessimista ao aumento abrupto nos preços dos combustíveis, exacerbado pela guerra no Irã. Segundo ele, houve um aumento de 70% nos preços, e, apesar de as companhias tentarem compensar por meio de aumentos de tarifas e melhorias de eficiência, isso não será suficiente para manter a lucratividade nos níveis do ano passado.
Em contrapartida, a Iata prevê uma taxa de ocupação recorde de assentos, que deve atingir 84% em 2026, em comparação com 83,6% no ano anterior. Cada passageiro deve gerar, em média, um lucro líquido de US$ 4,50, o que representa menos da metade dos US$ 9,10 reportados no ano anterior.
Na América Latina, a expectativa de queda no lucro líquido das empresas é de 37%. A margem líquida deve reduzir de 3% para 2%. Walsh comentou que as companhias aéreas da região geralmente operam com menor flexibilidade financeira, o que limita sua habilidade de absorver choques de mercado e de investir na expansão da frota e das rotas.
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