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Como proteger o patrimônio da inflação no segundo semestre?

Esse conjunto de fatores  inflação persistente, tensões geopolíticas, incertezas fiscais e a aproximação das eleições  aumenta a volatilidade e exige cautela na construção de carteiras.

A inflação voltou a se distanciar da meta e a expectativa de uma política monetária mais restritiva por mais tempo elevou a preocupação dos investidores.

Tatiana Pinheiro, consultora econômica e pesquisadora da FGV EESP, ressalta que “o choque nos preços da energia provocado pelo conflito no Oriente Médio elevou a inflação e seus efeitos tendem a persistir. Além disso, fatores como a fragmentação geopolítica e os desafios fiscais mantêm a expectativa de juros elevados por mais tempo”.

Esse conjunto de fatores  inflação persistente, tensões geopolíticas, incertezas fiscais e a aproximação das eleições  aumenta a volatilidade e exige cautela na construção de carteiras.

Quais ativos protegem melhor contra a inflação

Diante do cenário, especialistas indicam priorizar instrumentos que reajustem o capital pela inflação e combiná-los com ativos que ofereçam proteção cambial e renda real.

Títulos públicos indexados ao IPCA

Para muitos investidores, os títulos públicos atrelados ao IPCA permanecem como a principal alternativa para proteger o poder de compra. “O principal ativo de renda fixa para proteção contra a inflação é o título IPCA+. Levando o investimento até o vencimento, o investidor preserva seu poder de compra porque recebe a variação do IPCA acrescida de uma taxa real de juros”, afirma Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro e economista.

Fundos imobiliários (FIIs)

Os fundos imobiliários com receitas corrigidas por índices de preços ou atreladas ao CDI também podem reduzir o impacto da inflação sobre a carteira. Marilia lembra ainda que os rendimentos mensais de FIIs costumam ser isentos de Imposto de Renda para pessoa física, o que torna esses veículos atraentes em cenários inflacionários.

Exposição ao mercado internacional e ao dólar

Manter parte do patrimônio atrelado ao dólar ou a ativos internacionais ajuda a mitigar perdas de poder de compra da moeda local em períodos de pressão inflacionária e instabilidade doméstica.

Diversificação e horizonte

Um dos erros mais frequentes é buscar proteção apenas quando a inflação já pressiona preços ou concentrar os investimentos em uma única classe de ativos. A aproximação das eleições tende a amplificar a volatilidade, por isso a recomendação dos especialistas é manter a carteira diversificada e alinhada aos objetivos de longo prazo.

Como montar uma estratégia prática

  • Combine IPCA+ com prazos variados: protege da inflação e permite ajustar o risco por meio da duração.
  • Inclua FIIs com receitas indexadas: para fluxo de renda corrigido por índices de preços.
  • Reserve parcela em ativos dolarizados: para proteção cambial.
  • Evite decisões reativas: não concentre a proteção somente depois que a inflação subir.
  • Reavalie periodicamente: revise a alocação conforme metas, tolerância a risco e mudanças macroeconômicas.

Para reiterar, saber como proteger patrimônio da inflação passa por escolher ativos indexados a preços, diversificar internacionalmente e manter disciplina para objetivos de longo prazo em vez de reagir a choques pontuais.

Resenha do Dinheiro  realizado com o apoio da B3 e da gestora BlackRock  é apresentado por Thiago Godoy, Marilia Fontes e Bernardo Pascowitch.

O programa trata temas de educação financeira com linguagem direta e vai ao ar sextas-feiras, às 19h, no canal CNN Money no YouTube, e domingos, às 15h, na CNN Brasil.

 

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