Portal 93
Com você onde você for.

Brasil se junta a 28 países em acordo internacional de inteligência artificial • Tecnoblog

Segundo o Governo Federal, a iniciativa pretende orientar o desenvolvimento e a implementação das IAs “de forma benéfica, segura, ética, confiável e orientada ao ser humano”, além de facilitar o acesso às tecnologias ao redor do mundo.

A Organização Internacional de Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO) foi oficializada em 16 de julho em Xangai, com a participação do Brasil, China, Rússia, Indonésia, Cazaquistão e outros países do sul global.

Segundo o Governo Federal, a iniciativa pretende orientar o desenvolvimento e a implementação das IAs “de forma benéfica, segura, ética, confiável e orientada ao ser humano”, além de facilitar o acesso às tecnologias ao redor do mundo.

22937/2026

O que é a WAICO e quem participa

A WAICO (World Artificial Intelligence Cooperation Organization) nasce com a proposta de criar um fórum multilaterais que articule normas e práticas para o avanço da inteligência artificial fora do eixo dominante das empresas norte-americanas. A cerimônia de fundação contou com a presença do secretário-geral da ONU, António Guterres, e, conforme reportou a agência Xinhua, a organização trabalhará em alinhamento com as diretrizes das Nações Unidas.

Por que isso importa

O setor de IA hoje é concentrado em empresas como OpenAI e Anthropic, dos Estados Unidos, que vêm lançando versões avançadas de modelos como GPT-5.6 e Claude Fable/Mythos 5. A formalização da WAICO representa uma tentativa de descentralizar o desenvolvimento e o acesso às IAs, promover ecossistemas abertos e reduzir assimetrias geopolíticas no domínio dessas tecnologias.

Contexto de segurança e governança

A preocupação com os riscos associados a modelos avançados levou a disputas recentes: autoridades americanas solicitaram restrições temporárias sobre a divulgação ou uso de certos modelos, citando riscos de segurança e alegações de possível acesso indevido por agentes estrangeiros. A WAICO surge, portanto, como alternativa para articular padrões e cooperação entre países que buscam maior autonomia e segurança em IA.

Implicações para o Brasil

Segundo o Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação, o Brasil atuará na WAICO em temas de governança e cooperação tecnológica. O país já tem o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) em vigor, com previsão de investimento de R$ 23 milhões até 2028. Entre as metas constam a construção de um supercomputador capaz de processar grandes volumes de dados e treinar modelos de linguagem em português com base em dados nacionais, visando posicionar o país como referência regional em IA.

Limites e incertezas

O anúncio da WAICO não detalha cronogramas, mecanismos de financiamento ou regras específicas de interoperabilidade entre os países membros. A eficácia do acordo dependerá da capacidade de traduzir princípios em normas técnicas, governança de dados e práticas de segurança — e da disposição dos Estados e atores privados em cooperar efetivamente.

Imagem disponível: https://files.tecnoblog.net/wp-content/uploads/2026/07/img_1649-edited.webp

Conclusão e próximo passo

A adesão do Brasil ao acordo internacional de inteligência artificial marca uma aposta na cooperação sul-sul e na busca por maior autonomia tecnológica. O caminho agora exige transformar compromissos em projetos concretos — supercomputação, dados em português e padrões abertos — e acompanhar de perto como a WAICO articulará sua relação com a ONU e com os grandes players privados.

Comentários estão fechados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Leia Mais

Politica de Privacidade & Cookies