Brasil pode ter até 127 dias de calor extremo por ano até 2075
Entre os modelos usados está o MPI-ESM1-2-HR, do Instituto Max Planck de Meteorologia.
O levantamento, publicado nesta terça-feira (14) pela i4sea, aplicou mais de 26 modelos climáticos globais ao território brasileiro e hiperlocalizou os resultados com horizonte até 2075.
Entre os modelos usados está o MPI-ESM1-2-HR, do Instituto Max Planck de Meteorologia.
Em média, a projeção aponta alta de 1,7°C na temperatura máxima do país, com aquecimento que pode chegar a 7°C em algumas regiões. A combinação de aumento térmico e frequência de dias muito quentes altera parâmetros de planejamento em setores essenciais.
Regiões e estados mais afetados
Região Norte
A Região Norte aparece como a mais exposta no cenário de 2075: aumento médio de 2,8°C na temperatura máxima e projeção de até 193 dias de calor extremo por ano.
Estados em destaque
- Rondônia: maior aumento estadual projetado, com alta média de 3,95°C.
- Acre: aumento projetado de 3,36°C.
- Roraima: alta média de 3,16°C e estimativa de até 250 dias de calor extremo por ano.
Centro-Oeste e Sul
No Centro-Oeste, a projeção aponta aumento médio de 2°C na temperatura máxima e salto de 5 para 107 dias de calor extremo por ano. No Sul, a elevação média prevista é de 1,1°C, com aumento dos dias de calor extremo de 4 para 38 ao ano.
Frequência de ondas de calor e impactos setoriais
A i4sea projeta também tendência de até 13 ondas de calor anuais no país. Segundo o estudo, o avanço dessa condição altera a continuidade operacional e exigências de planejamento nos setores de energia, infraestrutura, saúde e logística.
Segundo Mateus Lima, diretor‑presidente da i4sea, os dados indicam que o calor tende a se tornar uma variável permanente nos planos de negócios, com aumento disseminado da temperatura máxima e maior frequência de dias extremos em diferentes regiões do país até 2075.
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